domingo, 8 de abril de 2012

OVOS DE PÁSCOA, COELHOS E VAMPIROS.

Por volta das 19h00 de ontem minha esposa me convidou para ir ao mercado comprar algo para o almoço de hoje. Compramos uma carne para fazer acebolada com creme de leite e cogumelo, um legume (nada a ver com coelho, hem!) para fazer uma salada de cenoura cortada em transversais com maionese e salsinha. Melhor do que isto, só dois disto. 

Ao chegar ao mercado, logo na entrada deparei-me com uma agitação de clientes debaixo do caramanchão de exposição dos ovos de páscoa. De um lado clientes à procura dos ovos e de outro as promotoras de vendas, que a esta altura já tinha ganhado o dia, alegando não ter mais ovos de páscoa, exceto um ou outro amassado, quebrados e que por certo ninguém iria levá-los, afinal ovo de páscoa sempre se compra para dar a alguém. Foi então quando uma promotora adiantou-se e disse: eu ainda tenho três ovos do “crepúsculo, já vem com brinde a pulseirinha da Bella, com o coração e o lobinho”, uma graça, finalizou a promotora. 

Fiquei inerte por alguns segundos, e minha mente viajou a mil por hora pensando que para uma ousadia desta, misturando o que se pretende chamar de santo por alguns cristãos, caindo imediatamente no profano, só pode haver um espírito no comando disto. Logo pensei se existe este espírito ele tem que ter um nome, se não tem nome eu o batizo como Sr.Coelhino Pascoal. Primeiro todo feliz pelo grande faturamento das vendas dos ovos neste ano, ao ponto de a procura ter sido tanta que não sobrou nada, na véspera do domingo de páscoa. Freguês mais exaltados diziam:"não tem mais em lugar nenhum"! 

Coelhinho Pascoal aproveitando as lacunas da religião cristã sem prática e fé recomendadas nas sagradas escrituras, aprontou duas boas este ano: “incrementou a venda de ovos de páscoa para cachorro”, e agora dá um tiro para matar mesmo, lançando o ovo de páscoa da série Crepúsculo. E por que digo “tiro para matar”? Porque a falta de conhecimento da Palavra de Deus leva as pessoas e no caso aqui, mais necessariamente os jovens, a comerem enrolada uma invenção mórbida, sob a tarja de uma série que não respeita princípios cristãos, e estimula procedimentos estranhos com costumes impregnados de distorcidas influências à nossa juventude. 

Veja o Sr. Coelhinho Pascoal, mestre em distorções de fatos ocorridos, e com poderes dado à ele pela falsa religião que afastou do trono o Cordeiro e concedeu o direito de reina ao Coelho, percebe que mais uma vez ele pode lançar mão de meios para distanciar jovens da verdadeira liberdade que é Cristo, e trabalha em cima de um ovo, que quer reincrementar a saga Crepúsculo com direitinho à pulseirinha da Bella. Nos filmes da série Crepúsculo várias vezes o tema morte é tratado como algo normal, bom, aceitável, dependendo da causa. 

Além da pulseirinha da Bella que tem um coração e um lobo, o verbo destacado na saga é o “vampirar”. E por quê? Porque Crepúsculo fala de vampiros. Existem os bons e os maus. Os maus comem gente. Os bons decidem não comer gente, apenas animais, embora preservarem o instinto de comer gente e lutarem para não fazê-lo. No filme, uma adolescente e um vampiro bom se apaixonam. Para preservá-la, o vampiro bom nada faz com ela além de beijinhos, pois a ama. Por sua vez, a garota declara, nos dois filmes, seu desejo de que seu amado a transforme numa vampira, para poder finalmente viver para sempre com ele. 

Ora, é no mínimo contraditório a ligação de Crepúsculo com o ovo de páscoa, já que tantos religiosos defendem que o ovo é o sinal da vida, da ressurreição, da nova vida. Se é, porque então este artifício maligno do Sr. Coelhinho Pascoal em infiltrar suas maquiavélicas idéias entremeio aos que defendem o ovo de chocolate ou de páscoa com um símbolo da páscoa cristã? Quantas igrejas que abraçam a bandeira cristã vão distribuir ovinhos de chocolate hoje para as suas crianças? Porque conhecedores da verdade se tornam escravos das mentiras impetradas pelo Sr. Coelhinho Pascoal? E agora vêm “crepuscular” os ovos, pegando pelos valores sentimentais nossos adolescentes que tanto sofrem com uma visão de amor não verdadeiro, distorcido e agora contaminado com um verbete perigoso nas relações “vampirar”. 

O verbo vampirar tem marcado as ações de muitos desta geração. Nunca adolescentes se suicidaram tanto como no presente. Nunca se mentiu tanto aos pais. Nunca adolescentes se entregaram tanto a aventuras loucas como atualmente fazem em baladas, raves, orgias grupais e bacanais de todos os tipos. Nunca adolescentes beberam tanto quanto agora. Com seus efeitos perfeitos, atores belos e convincentes, o vampirismo de Crepúsculo seduz multidões de adolescentes e reafirma as extravagâncias de seu universo particular. Um universo que olha apenas para sua satisfação pessoal, curiosidades, vontades, taras. Não importam riscos, perigos, consequências e sofrimentos provocados naqueles que de fato os amam. Obcecados e hipnotizados vale serem engolidos por vampiros para se chegar ao cúmulo de viver como eles. 

Faço parte da liderança cristã contemporânea e não tenho medo de afirmar que experimentamos o pior momento para fazer fixar os princípios divinos em nossos jovens, que são seduzidos diariamente pelas infiltrações satânicas em todos os segmentos da vida. Na internet rola o pior do clima de distorção dos conceitos cristãos, nas escolas as gangs pós-aula divulgam péssimos costumes que arrancaram de programas televisos. Estes dias, a espera de um ônibus para retornar a casa, num terminal de ônibus, próximo a uma escola, me assustei ao ver dezenas de jovens ao se despedirem, um a um, 12h30, sem o mínimo de constrangimento, dizendo tchau, até amanhã, com um selinho boca a boca. Imagine, uma menina e menino de 10 a 12, trocando “bicocas”(beijo rápido nos lábios com cada colega ). Perdemos o senso de pudor, sentimento, amor verdadeiro e orientação cristã. 

Larga do meu pé pastor sexagenário, você já viveu a sua vida deixa a gente curtir a nossa. Pois é, é isto mesmo, a resposta está pronta na boca dos jovens: calma, isto é exagero, eu sei me cuidar, o pessoal é gente boa, me esquece! Infelizmente, com sua arte bem executada, Crepúsculo espalha valores confusos, egoístas e liberais, fazendo um bom número aceitá-los sem perceberem a fragilidade de tais valores, e agora com o apoio do Sr. Coelhinho Pascoal, que divulga a saga e distribui pulseirinha em ovo de páscoa. 

É bom que se diga que vida casta, não é ideia de vampiros, é orientação divina. Sonhos impossíveis, com aventuras, com surpresas de tirar o fôlego e consequências boas na continuidade, podem ser vividos intensamente com Aquele que não exige seu sangue, antes Ele deu seu sangue perfeito, para que cada jovem viva como fruto de outro verbo: AMAR

Nesta páscoa, não desfrute do ovo como símbolo da vida, eis o conselho de Paulo:” “Limpai-vos pois do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.”(I Coríntios 5:7)
Pr. Armando Vanelli

sexta-feira, 6 de abril de 2012

“Esqueça a Igreja, siga Jesus”

Revista Newsweek analisa a “crise do cristianismo” no Ocidente

“Ensinamentos de Jesus foram destruídos pela cultura moderna”, escreve jornalista...

É comum que na Páscoa e no Natal, grandes meios de comunicação deem espaço para publicações relacionadas à fé cristã. Quase sempre as matérias questionam a veracidade dos relatos bíblicos ou apresentam alguma teoria polêmica. 

Neste ano não foi diferente. A Newsweek, um dos semanários mais conceituados do mundo deu como manchete “Esqueça a Igreja, siga Jesus”. A reportagem de capa, escrita por Andrew Sullivan argumenta que o cristianismo que temos hoje “foi destruído pela política, pelos sacerdotes e tele-evangelistas do enriquecimento rápido”. 

Ao longo de suas páginas, há um questionamento do porque em vários lugares do mundo parece haver uma nova “onda de moralidade”, onde os políticos usam como plataforma política os ensinamentos de Cristo. 

Isso é visto de maneira especial em 2012 na corrida presidencial americana, onde um mórmon e um católico se apresentam para ser o candidato que poderá derrotar Barak Obama nas urnas. Porém, em outros lugares onde o cristianismo predominava antes, hoje há um descrédito em relação à igreja. Ao mesmo tempo em que há um crescimento do movimento evangélico, em especial dos pentecostais, nos países da América do Sul, África e Ásia, o Islã tem se firmado em vários países europeus.

A chamada “crise atual” do cristianismo passa pelos escândalos que se tornaram manchetes mundiais, expondo os casos de abuso e pedofilia dentro da Igreja Católica. Ao mesmo tempo, pastores evangélicos compram horas e mais horas do horário da televisão para fazerem promessas de enriquecimento rápido e com o dinheiro dos fiéis adquirem bens em benefício próprio. 

Para a Newsweek, isso gera um enfraquecimento de grande parte dos ensinamentos milenares de Jesus, conforme relatam os Evangelhos.

Sullivan escreve “Eu não tenho ideia como o Cristianismo vai lutar com sua crise atual, suas distrações e tentações, e acima de tudo, a maneira como parece ter se enredado com as coisas deste mundo”. Mas eu sei que não vai se concentrando em política, em vez de oração, a preocupação excessiva a vida sexual e pensamentos heréticos dos outros… O tipo de cristianismo que precisamos não vem da cabeça ou do intestino, mas da alma.

“É tão manso quanto libertador. Não aproveita o momento presente… não busca o reconhecimento ou sucesso mundano e foge do poder e da riqueza. É a religião da falta de conquistas. E não é cheio de medo… este cristianismo puro, que busca a verdade, sem a expectativa de resolução imediata, que ensina simplesmente viver a cada dia fazendo o possível para cumprir a vontade de Deus; é mais vital do que nunca”.

“De fato poder ser a única transformação espiritual que no final, pode transcender o vazio persistente de nosso capitalismo ou do culto contemporâneo à diversão, ou a ameaça de guerra apocalíptica na terra onde Jesus andou certa vez”. “Você vê as tentativas de se encontrar isso em todo lugar, desde a espiritualidade experimental até o fundamentalismo ressurgente”. “Algo dentro está nos dizendo que precisamos dessa mudança espiritual radical”. 

É curioso que uma revista secular, acostumada a fazer reportagens sobre os males da civilização moderna pareça se preocupar com o resgate da espiritualidade cristã. Ao pedir que seus leitores “esqueçam a igreja”, ela faz uma leitura ácida de como a sociedade percebe o discurso dos cristãos, em especial o que é apresentado na mídia.
Traduzido e adaptado de The Daily Beast – Fonte: Gospelprime.com.br

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Por trás de um gesto afetivo pode estar um grande traidor

É fato! Dentro de cada um de nós existe um pouco do caráter de Judas Iscariotes. É parte do ser humano enxergar sempre o argueiro nos olhos dos outros e não ver a trave que está nos seus, estamos acostumados fixar os olhos nos erros de outrem.

Não conseguimos ler o episódio que envolve Judas Iscariotes na Bíblia sem taxá-lo de traidor, mas ele teve lá suas qualidades, como todo ser humano. Judas foi um dos discípulos favoritos de Jesus, um dos pregadores do evangelho, que curava enfermos e estava sempre na companhia do Mestre. Um homem de confiança do Senhor, tanto que se tornou tesoureiro da comitiva de Jesus. E Jesus o escolheu a dedo. Ele chegou a molhar seu pão no cálice de Jesus, contudo foi este homem que demonstrou um gesto afetivo, beijando o Senhor Jesus, entregou-o para a morte por 32 moedas de prata.
Recenemente foi descoberto um manuscrito com mais de 1700 anos datado entre os séculos III e IV e constitui a unica cópia do Evangelho de Judas Iscariotes e teria sido escrito em grego por um grupo de gnósticos antes do ano 180. A analise de papiro, 13 pranchas escritas de ambos os lados onde Judas faz revelações sobre a traição. As revelações foram feitas pela National Geographic Society à comunidade internacional numa exposição patente na sede da NGS, em Washington numa conferência de imprensa que deu a conhecer ao mundo, pela primeira vez, algumas páginas do famoso Evangelho de Judas.

"O relato secreto da revelação que Jesus fez a Judas Iscariote sobre o que aconteceria nos três dias antes de celebrar a Páscoa" - assim começa o texto deste Evangelho, ontem revelado. Segundo o Evangelho atribuido a Judas, Jesus diz a ele: "... irás superá-los a todos. Pois irás sacrificar o corpo que me reveste."

Estando ele ainda a falar, eis que surgiu uma multidão; e aquele que se chamava Judas, um dos doze, ia adiante dela, e chegou-se a Jesus para o beijar. Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem?”Lucas, 22:47-48.

Bastou o beijo para levantar a fúria diabólica contra o Mestre. Dali em diante, até sua morte na cruz, Jesus sofreu toda a fúria do inimigo.

O que teria levado Judas trair o Mestre? Jesus morreria de qualquer maneira. A morte seria o preço do pecado da humanidade. Mas necessariamente não precisaria ser um dos melhores amigos de Jesus a traí-lo. Contudo, a fraqueza de Judas Iscariotes levou-o a trair o Mestre.

A fraqueza humana é a arma usada pelo diabo para destruir o ser humano. O mundo está cheio de pessoas especiais, talentosas, afetivas que vendo suas atitudes aparentes jamais poderíamos imaginar que seria capaz de nos decepcionar ou trair a nossa confiança. Mas a fraqueza dele ou dela você conhece?
Traição: é a ruptura ou violação da verdade ou da confiança que produz conflitos morais e psicológicos entre os relacionamentos individuais.
Diariamente somos vítimas da traição, estamos cercados de pessoas (amigas) que rompem conosco agindo falsamente. Umas demonstram maior afetividade que outras, elogiam, beijam, usam palavras mais doces que o mel. Mas de repente é dominada pelos seus interesses pessoais; e por causa deles são capazes até de matar. 

Sim, claro! Somos pessoas maravilhosas, amamos nossos amigos e até inimigos. Em nossa essência somos capazes de dar a vida por nossos amigos. Mas ao mesmo tempo somos tão fracos, tão medíocres agradar a nós mesmos que somos capazes de qualquer maldade contra a pessoa que mais amamos. Tem artigos que me intrigam: Porque os homens traem? E o escritor discorre várias linhas para tentar explicar. É simples: Porque é fraco. Nossos interesses estão acima de nossos compromissos e responsabilidades. Um tesoureiro, ou alguém administra as finanças de uma comunidade, por exemplo, a pessoa pode ser honesta, mas ama o dinheiro, tem desejos de possuir bens, tem sonhos a realizar, tem fantasias... E o dinheiro está em suas mãos! Acaba usando de má fé e gasta o dinheiro que não é seu. 

Conheço homens de Deus, pessoa intima de Jesus, mas sua fraqueza é mulher. O desejo de possuir é tão forte que ele é capaz de tudo para destruir seu ministério, sua família, igreja... 

Há um provérbio norte-americano que diz “The man has three weaknesses: Girl, money and glory” Ou seja, “o homem tem três fraquezas, garota, grana e glória”. E por causa disso, muitos destruíram famílias, igrejas, cidades e até nação. Quantas pessoas ricas, famosas, honestas que hoje estão no fundo do poço. São inúmeros. Quantos de nós estamos vivendo um caos, porque nossos interesses e desejos foram mais fortes do que os princípios morais que aprendemos no berço familiar, no seio da Igreja? 

De onde vêm os escândalos? Com quem nos decepcionamos? Com os anjos, com pessoas estranhas?  Não! Geralmente com aqueles que estão ao nosso lado, que nos bajulam, que são capazes de demonstrar muito afeto e dedicação. E do outro são capazes de nos matar para satisfazer seus intentos. 

O que fazer? Davi quando reconheceu sua fraqueza, suspirou: “Cria em mim Ó Deus um coração puro e renova dentro em mim um espírito inabalável”. Salmo 51. 

Façamos o mesmo! Deus nos abençoe e nos guarde e nos livre do Judas Iscariotes que as vezes domina o nosso ser.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Organizações pedem na justiça o fim da “imposição” dos símbolos do cristianismo no Brasil

Presença de símbolos cristãos em escolas públicas e tribunais é criticada
Durante a proclamação da República, em 1889, seus idealizadores acreditaram que conseguiriam separar a religião do Estado, com a sua nova constituição. O Brasil deixava o catolicismo da monarquia para trás e se tornava oficialmente laico.
Mas em 2012 setores da sociedade ainda debatem sobre a legalidade do que é chamado de “imposição” do cristianismo. Há ensino religioso em escolas públicas, crucifixos têm lugar de destaque em tribunais, alguns estudantes são obrigados a rezar antes da aula e as testemunhas precisam jurar sobre a Bíblia.
A presença desses símbolos de fé em ambientes públicos está mais uma vez no centro do debate. Existem entidades organizando manifestações públicas em favor do Estado laico em três capitais. Em Porto Alegre aconteceu em 22 de março, no Rio de Janeiro será dia 10 de abril e em São Paulo, no dia 14.
Para Salomão Ximenes, advogado da ONG Ação Educativa, não se está respeitando a determinação constitucional (artigo 210) de que o ensino religioso seja facultativo.
No Estado de São Paulo, por exemplo, a religião fica “diluída” em várias matérias, impedindo que o aluno decida se quer ou não assistir às aulas.
A Relatoria do Direito Humano à Educação afirma que está investigando casos de intolerância religiosa em diferentes escolas do País. Os seguidores das religiões afro alegam estar sofrendo perseguição religiosa.
Recentemente, o caso da Escola Estadual Antônio Caputo, em São Bernardo do Campo (SP), onde Magno Moarcys Silveira, 15, praticante do candomblé, alegou sofrer bullying de colegas. O motivo seria seu descontentamento em precisar ouvir sua professora de história fazer uma “pregação bíblica” durante cerca de 20 minutos nas aulas.
No momento, o Supremo Tribunal Federal avalia os pedidos de instituições civis ligadas à educação e aos direitos humanos para que seja considerado inconstitucional o ensino religioso confessional na rede pública. O motivo alegado é o receio de que o espaço público sirva a pregações religiosas. Enquanto essa questão não é decidida, o ministro do Supremo, Celso de Mello adverte: “Precisamos vigiar para que a laicidade do Estado seja mantida se não quisermos que heresia volte a ser crime”.
Nos tribunais existem críticas a juizes que oferecem citações cristãs nas sentenças ao invés de usar apenas a lei. Em 2008, o juiz Éder Jorge, de Goiânia (GO), recomendou que Vilma Martins, que sequestrou duas crianças, durante sua condicional frequentasse uma igreja evangélica, pois isso, “a ajudaria a se recuperar”.
Daniel Sottomaior, presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, reclama que esse tipo de argumento é “preconceituoso”.
Naiara Malavolta, da Liga Brasileira de Lésbicas, conseguiu juntamente com sua ONG que fossem retirados os crucifixos dos tribunais no Rio Grande do Sul. A alegação é que “eles dão legitimidade aos agentes do Estado para seguir os preceitos daquela crença”.
Por sua vez, o desembargador Carlos Marchionatti do Tribunal de Justiça gaúcho defende a presença do crucifixo: “Ele nos lembra do mal que um processo às margens da legalidade, como o de Cristo, pode causar”.
Com informações Isto É
Fonte:
http://noticias.gospelprime.com.br

domingo, 1 de abril de 2012

Edição abril de 2012

Prezados pastores e líderes, comunicamos que o Jornal Cidadania Cristã a partir da edição de abril, circulará nos municípios de Pato Bragado, Santa Helena, Missal, Toledo, Itaipulândia, Matelândia, Medianeira, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Foz do iguaçu; além dos municípios de Guaíra, Terra Roxa, Francisco Alves, Palotina, Iporã, Altonia, S. Jorge do Patrocinio, Pérola, Cafezal, Alto Piquiri Assis Chateaubriand e Umuarama. Graças a Deus, estamos chegando aos municípios da Costa Oeste do Paraná. O jornal será impresso no dia 10/04, Se você quiser enviar artigos, noticias de seus eventos de sua igreja, por favor envie até sexta-feira, 06 de abril.
Um forte abraço
Se desejar receber o jornal em sua residencia ou em sua igreja, envie pedido para cidadania_crista@hotmail.com e se optar pela assinatura, Aproveite, apenas R$ 12,00 anual. Envie seus dados e deposite no Banco do brasil Ag. 0641-6 C/C 19.433-6.
Um forte abraço.
Pr. Lúcio Freire
Editor  

Tempos Difíceis

Os cristãos estão vivendo tempos difíceis. Descontentamento, decepção, desconforto, desencorajamento, desespero, depressão, divórcio, discórdia, desdém, desgosto, dissensão e desobediência são bastante comuns entre os que foram chamados para dar testemunho da glória de Deus e para refletir a imagem de Cristo. Muitos cristãos têm buscado conselheiros profissionais e psicólogos para ajudá-los a resolver os problemas da vida, mas esses problemas parecem estar aumentando.

Os "consumidores" cristãos carregados de problemas também podem escolher entre uma grande quantidade de produtos: livros, conferências e grupos de autoajuda – mas os problemas continuam se multiplicando.

Quanto mais se trata dos problemas, mais as pessoas se tornam centradas neles. Até aqueles que tentam resolver os problemas da vida com princípios bíblicos, muitas vezes acabam se envolvendo tanto nesses problemas que não alcançam a raiz da dificuldade real. O tratamento dos problemas frequentemente alcança somente os sintomas superficiais, apenas substituindo-os por outros sintomas. Alguns cristãos vivem de crise em crise. Outros carregam um peso que parece ficar mais e mais pesado com o passar dos anos.

Nunca houve tantos livros disponíveis para os cristãos na sua busca da família perfeita, do casamento perfeito e da vida perfeita. Não obstante, muitos cristãos falham em refletir a imagem de Cristo em sua família, no casamento e na vida. Será que as dificuldades que os cristãos enfrentam estão relacionadas com o fato deles estarem vivendo naqueles tempos difíceis sobre os quais Paulo alertou a Timóteo? "Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas..." (2 Tm 3.1-2). A Edição Revista e Corrigida diz: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos..."

As pessoas estão perecendo por causa do amor – do amor a si próprias. Elas foram ensinadas pelos especialistas modernos em psicologia que deveriam amar a si mesmas. Elas ouviram que, a menos que se amassem elas não poderiam amar aos outros. Pregadores e outras pessoas bem-intencionadas fizeram ecoar as palavras: "você precisa se amar". Conselheiros e televangelistas insistiram: "Ame-se! Goste de si mesmo! Honre-se! Você merece!" Cada vez mais essas tentações de autocomiseração ou exaltação do ego são sutil e facilmente aceitas pelas pessoas, pois o coração é enganoso (Jr. 17.9).

Mas, observe o que procede de pessoas que são "amantes de si mesmas". Esses homens "egoístas" são: "avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus" (2 Tm 3.2-4).

Uma rápida observação das palavras que seguem "amantes de si mesmas" revela um estado de vida bastante pecaminoso, assim como atitudes e atos pecaminosos. Tal amor a si próprio é tão poderoso que os "amantes de si mesmos" são "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". E isso está em profunda contradição com o Grande Mandamento: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.36-39).

Enquanto que os propagadores do amor a si próprio tentam ler um terceiro mandamento (ame-se a si mesmo) nessa passagem das Escrituras, Jesus deixou claro que estava falando de apenas dois mandamentos, pois disse: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40). Não há nas Escrituras um mandamento para amar a si mesmo.

Os homens são infelizes e sofrem com os problemas da vida porque se tornaram "amantes de si mesmos" e "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". A inclinação pecaminosa do ser humano é amar a si mesmo mais do que a Deus e às outras pessoas. O egoísmo se agarra à natureza humana e produz inveja, luxúria, orgulho, arrogância, desrespeito por Deus, desobediência aos pais, falta de gratidão, engano, provocando tanto a paixão pelos seus próprios caminhos quanto a contenda por causa deles. Ele leva também a falsas acusações, que são exageradas, já que as pessoas têm sido encorajadas a culpar seus pais, as circunstâncias, e a qualquer outra coisa, menos a si mesmas, pela sua condição de vida.

Será que as pessoas estão tentando desenvolver-se, melhorando a si mesmas e às circunstâncias em que vivem, sem tocar na raiz do problema? Será que o amor a si próprio está escondido sob os mais benevolentes gestos e por trás das orações mais fervorosas? Que tipo de crescimento pessoal as pessoas estão procurando? O crescimento pessoal que vai aumentar sua auto-estima, ou o crescimento pessoal que envolve negar a si mesmo e tomar a sua cruz? O crescimento pessoal que vai confirmar o valor de seus próprios egos, ou o que as tornará semelhantes à imagem de Cristo?

Ambas as formas de crescimento, tanto a que se inclina para o amor a si mesmo quanto a que se inclina para amar a Deus, têm um custo elevado. Amar a si mesmo mais do que amar a Deus leva a uma perda espiritual, mas amar a Deus com todo o seu ser leva a negar o "eu" e faz com que o efeito mortal da cruz se faça sentir contra o velho homem (aquele "eu" ao qual muitos de nós ainda estão agarrados e amam), que deve ser considerado morto (Rm 6).

Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?" (Lc 9.23-25).

O mesmo Deus que salva e santifica também ordenou que as boas obras sejam uma conseqüência natural da Sua obra: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.8-10). Essas boas obras incluem amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e a obediência a Ele, pois o amor a Deus é expresso obedecendo-Lhe e amando-se uns aos outros. Uma pessoa não é salva nem se santifica pelas boas obras. Entretanto, as boas obras são conseqüência do que Deus já fez e continua a fazer. Por isso, Paulo diz: "Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2.12-13).
Além disso, todas essas coisas devem ser feitas sem murmurações nem contendas (Fp 2.14), ou seja, sem reclamar ou discutir com Deus sobre as circunstâncias da vida e como proceder na presença dEle.

Por toda a caminhada cristã há o despojar-se dos velhos caminhos (do velho homem com suas paixões enganosas) e o revestir-se do novo homem, "criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade" (Ef 4.24).

Essa é a caminhada diária do cristão. Despojar-se do velho homem é o equivalente a negar a si mesmo, e revestir-se do novo homem envolve tomar sua cruz e seguir a Cristo.
Se bem que muitos cristãos podem concordar em princípio, quantos estão fazendo isso diariamente, momento após momento? Quantos de nós estão confiando no Senhor o suficiente para tomarmos a nossa cruz, reconhecendo-O em todos os nossos caminhos e deixando-O afastar-nos do amor-próprio para amá-lO de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força, amando-nos uns aos outros tanto quanto nós já nos amamos a nós mesmos? Cada dia é cheio de oportunidades para amar a Deus ou para amar o "eu" em primeiro lugar. Qual vamos escolher? Martin e Deidre Bobgan,  traduzido por Jarbas Aragão - http://www.apaz.com.br

Graça manifestada para a nossa salvação

Porquanto a graça de Deus se manifestou
salvadora a todos os homens" (Tt 2.11).

A graça – De onde ela vem? O que ela produz? O que ela transforma em minha vida?

Ela brota do insondável amor de Deus para conosco, e é personificada em Jesus Cristo, que nasceu em Belém. "Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo" (Jo 1.17). Ela encontra seu ponto culminante na morte sacrifical de Jesus no Calvário e é válida como dádiva de misericórdia a todos os homens que já viveram, vivem e ainda viverão. Todo o Antigo Testamento, a Torá, os Salmos e os Profetas, apontam para Aquele que traz a graça, que sacrificou Sua vida para expiar os nossos pecados. Não é possível separar a graça da cruz. Cruz e graça formam uma unidade inseparável. Um Evangelho sem cruz não é Evangelho, pois o preço do nosso perdão, que Jesus pagou no Calvário com o Seu sangue, é alto demais. Mas não existe uma anistia geral. A sedutora doutrina da salvação final de todos, que vem muito ao encontro do pensamento humanista, contradiz o testemunho global da Sagrada Escritura, e por isso é uma mentira de Satanás. Não é possível separar a graça da justiça e da santidade de Deus. 

O que a graça produz? 

Ela traz a salvação, como diz o nosso texto bíblico. Todas as pessoas desejam um mundo saudável, intato. Quando ele existirá? No Milênio. Pelo pecado, toda a criação foi arrastada para o turbilhão da ruína e da morte. Jesus Cristo, que esteve presente na criação, arrebatará definitivamente o domínio de Satanás e restabelecerá uma situação paradisíaca. Esse plano de salvação divino é irrevogável. Ele já pode ser experimentado hoje por aqueles que confessam Jesus Cristo como seu Senhor. Você já está integrado nele? Feliz de você, se for assim! Se você não tem certeza da salvação, arrependa-se e venha ao trono da graça! Confesse os seus pecados em arrependimento sincero, e você achará misericórdia, você encontrará a graça! Jesus diz: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Mt 7.7).

A graça se manifestou através de Jesus Cristo. Sua manifestação é chamada de Epifania no calendário litúrgico. Aparições celestiais, relatadas frequentemente nas Escrituras, manifestações de anjos ou do próprio Senhor, tiveram efeitos assustadores, impressionantes e edificantes sobre as pessoas. Pois não era algo banal que mensagens fossem dirigidas diretamente do mundo celestial a pessoas comuns. Quantas vezes lemos: "Eis que lhe apareceu um anjo do Senhor..." Antes da queda em pecado, o primeiro casal humano no Paraíso tinha um relacionamento íntimo com o próprio Deus. Lemos que Deus andava com os homens no jardim do Éden. Isso deve ter sido indescritivelmente glorioso e agradável – cada encontro com Deus era uma festa! Mas então o pecado criou um abismo intransponível, pois a santidade de Deus e a nossa pecaminosidade se excluem mutuamente. Deus não olha para onde existe pecado, mas Ele ama o pecador, porque é criatura Sua. Por isso o Seu amor insondável, apesar de ser sublime e santo, sempre encontrou o caminho até os pecadores. Que possamos reconhecer ainda muito mais a nossa indignidade e a santidade de Deus! Em Jesus Cristo encontramos graça restauradora e salvadora!

Antes que nosso Salvador aparecesse em forma humana sobre a terra, o próprio Deus revelou-se em epifanias. Como Abraão, também nós deveríamos ser tomados de profunda reverência pela visita dos três homens nos carvalhais de Manre. "Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava sentado à entrada da tenda, no maior calor do dia. Levantou ele os olhos, e eis três homens de pé em frente dele, Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo" (Gn 18.1-3)..

O que esse encontro trouxe de graça salvadora? Vejamos três aspectos:

Em primeiro lugar, a visita do Altíssimo com Seus dois acompanhantes foi por si só um acontecimento altamente honroso e prazeroso para Abraão. Por isso ele os saudou respeitosamente: "Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele. Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo," e depois atendeu seus nobres visitantes como príncipes. A seguir, ele recebeu a promessa de que no ano seguinte Sara teria um filho. Por fim, desse encontro e da intercessão de Abraão resultou a salvação de seu sobrinho Ló do terrível lamaçal de pecado de Sodoma. Portanto, ocorreu uma bênção múltipla de graça salvadora!

E assim lemos por toda a Bíblia sobre outros encontros singulares e salvadores de Deus com Isaque, Jacó, Moisés, Davi, Salomão e muitos outros. Escolhamos mais um encontro especial com Deus relatado no Antigo Testamento. O pastor de ovelhas Moisés viu uma sarça ardente no Monte Horebe, onde reconheceu o anjo do Senhor e ouviu a voz de Deus: "Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teu Pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus" (Êx 3.5-6). A seguir Deus se revelou a Moisés pelo Seu nome: "Eu sou o que sou" (Êx 3.14). Esse nome tem o maior significado! Aquele que é eternamente e que sempre permanece igual revela-se ao homem, do qual jamais pode ser dito algo igualmente positivo. O homem é capaz de se transmudar, enganar e decepcionar, sendo até como um ator em dissimulação. É Satanás que nos ensina a sermos falsos, a usarmos máscaras, pois ele também pode transformar-se em anjo de luz ou aparecer como lobo em pele de cordeiro para seduzir as pessoas. Como é bom saber e firmar-se pela fé no fato de que Deus é imutável! É o que igualmente está escrito acerca de Seu Filho: "Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre" (Hb 13.8). Ele, que está assentado à destra do trono de Deus, é e continua sendo o nosso intercessor.

Mas que salvação trouxe essa aparição de Deus no Monte Horebe? Mais uma vez algo múltiplo:

1. Como Moisés, devemos reconhecer a santidade de Deus e prostrar-nos diante dEle em adoração e santa reverência! Na nossa sociedade multicultural muitas coisas são niveladas e profanadas. O respeito a Deus e à autoridade desaparece. Reverência santa tornou-se uma idéia ultrapassada. Mas Moisés foi tomado de santo temor quando viu e sentiu a presença divina.

2. Quando Deus dá uma tarefa difícil aos homens, Ele também dá as forças necessárias para executar essa tarefa. Com a revelação de Deus a Moisés este tornou-se capaz de liderar o povo, de ser um guia até a Terra Prometida.

3. Aqui foi dado início à salvação do povo judeu, que era escravo no Egito. Deus manifestou-se para anunciar a libertação do Seu povo. Portanto, mais um bênção múltipla resultante dessa aparição santa e salvadora!

Uma pergunta, entre parênteses: É necessário sempre recorrer a exemplos do Antigo Testamento? Pensamos que sim. Por um lado, reconhecemos no Antigo Testamento o sábio trabalho de educação que Deus realizou com Seu povo. Também nós deveríamos aprender dessas experiências do passado. Por meio delas é colocado um espelho diante de nós. Se considerarmos isso moralista, revelamos presunção reprovável. Por outro lado, precisamos saber: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça" (2 Tm 3.16). Além disso, não devemos depreciar o Antigo Testamento como algo ultrapassado, pois declarações que têm valor e significado para a salvação são sempre atuais. Mas quem ainda as leva a sério hoje em dia? O Antigo e o Novo Testamento não podem ser separados, pois formam uma unidade orgânica. O Plano de Salvação começou com o primeiro homem e se desenvolve constantemente até seu final no reino celestial. Você terá experiências felizes e abençoadas ao ler toda a Bíblia em oração!

Mas a história secular e o plano de Deus para com os homens seguem em direção ao ponto culminante da graça salvadora. Pois estamos a caminho do estabelecimento e da plenitude do reino de Jesus Cristo: "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gl 4.4). No Natal cantamos com alegria: "...então do Seu trono Deus enviou a salvação do mundo, Ele enviou a Ti, Seu Filho".

O que a graça manifestada produz? Uma transformação revolucionária do mundo, quando pessoas se deixam mudar por Jesus. Isso significa uma poderosa penetração do mundo celestial em nosso tempo: Cristo veio para realizar a expiação por nós, e isso levou à Sua morte sacrifical no Calvário. A vinda do Salvador a esta terra traz graça salvadora aos corações abatidos e enfermos pelo pecado. Ninguém precisa se desesperar, a salvação veio para todos. Aquele que experimentou essa graça salvadora não pode e não deve guardá-la só para si: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19), foi a tarefa deixada por Jesus a Seus discípulos. E esse pequeno grupo, que aceitou o chamado de Jesus e foi equipado pelo Espírito Santo, passou a trabalhar no lugar que Jesus designara para cada um deles. Assim também ainda hoje, especialmente os jovens deveriam se deixar recrutar para o Seu serviço! Como é grande a diferença entre o sistema que Deus usa para escolher Seus cooperadores e a maneira usada pelos detentores do poder terreno: "Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes" (1 Co 1.26-27). Sempre houve pessoas que obedeceram a esse chamado e se deixaram preparar para o trabalho de testemunhar, seja em lugares longínquos ou no seu local de trabalho. A mensagem da cruz e da graça salvadora ainda precisa ser propagada hoje, acompanhada de um apelo à decisão, mesmo que nem sempre seja bem aceita. Quem quer ser um soldado de Cristo e não um anticristo?

O versículo citado no início nos diz que a graça se manifestou salvadora. Quando hoje pessoas nos falam de visões transcendentais ou aparições de luz, alertamos sobre essas manifestações. Nos princípios do Plano de Salvação, Deus considerou-as necessárias para as pessoas daquela época. Hoje não precisamos mais desses fenômenos, pois na Bíblia temos toda a Palavra de Deus, que é suficiente e pela qual Deus pretende nos falar a qualquer momento. Se isso não basta para nós, não temos solução. Deus falou por meio de Seu Filho e depois através dos apóstolos (Hb 1.1). O reformador Zwinglio tinha plena razão com seu apelo: "À Escritura, à Escritura!"

O que a graça revelada transforma em minha vida?

A nossa natureza pecaminosa e corrompida não pode ser melhorada. Nem a psicologia pode ajudar. A única coisa que resolve realmente é entregar totalmente à morte o tão querido "eu" e mergulhar na graça salvadora que Jesus nos oferece. Então experimentamos o poder transformador do Espírito Santo, que renova desde a base: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17). Você realmente deseja isso? Na verdade esse é um processo doloroso, mas muito salutar. Infelizmente muitas pessoas recuam quando se trata de dar esse passo concreto no discipulado de Jesus. Em primeiro lugar a graça salvadora pretende produzir a cura do nosso eu corrompido e pecaminoso. Nós mesmos não somos capazes de realizar isso. A cura bíblica acontece quando concordamos em nos identificar com a morte de Jesus (Rm 6.1-14). O inimigo tenta barrar-nos, pois teme a cruz, porque ali ele foi julgado. O caminho que eu e você devemos seguir é indicado nos versículos que seguem as nossas palavras de introdução: "...educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tt 2.12-14). Nosso ministério e nosso trabalho só serão frutíferos e esses frutos só permanecerão se produzidos por uma vida em constante comunhão com Jesus. Isto é santificação, pois a Escritura diz: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14).

Examine-se: o que o impede de seguir a Jesus de maneira decidida? O tempo passa, e sem demora Jesus virá, seja para o Arrebatamento ou para tomá-lo para Si, e aí você estará inesperadamente diante dEle. Não perca de vista o glorioso alvo, pois aí valerá também para você: "Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda" (2 Tm 4.8). (Burkhard Vetsch)