sábado, 26 de janeiro de 2013

Pequenos inícios, grandes consequências

"A religião há de fracassar e petrificar, e a fé, de crescer e transformar."
Lucas 13.18-21
Jesus disse: — Com o que o Reino de Deus é parecido? Que comparação posso usar? Ele é como uma semente de mostarda que um homem pega e planta na sua horta. A planta cresce e fica uma árvore, e os passarinhos fazem ninhos nos seus ramos. Jesus continuou: — Que comparação poderei usar para o Reino de Deus? Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura em três medidas de farinha, até que ele se espalhe por toda a massa.
Quem não deseja “sucesso” na vida? Como cristãos, talvez não queiramos admitir nestes termos, mas de uma forma ou outra acredito que todas as pessoas querem ver resultado positivo dos seus esforços nesta vida. Se o investimento for no “reino de Deus”, seu retorno será garantido, pelo menos ao longo prazo. Pois mesmo um pequeno início, a sua participação, certamente surtirá grande efeito. Tanto a parábola do grão de mostarda quanto a parábola do fermento ensinam esta simples mas espantosa verdade. 
Ouça as parábolas com os ouvidos da fé e veja com os olhos do reino.
As duas parábolas, da semente de mostrada (vv.18-19) e do fermento (vv.20-21), são contadas como continuação do ensino que Jesus iniciou na sinagoga no versículo 10 (ao pé da letra, v.18 começa assim: “então, disse” ou “portanto, disse”, élegen oûn, referindo ao que acabou de acontecer). As parábolas, então, são o ensino de Jesus acerca do que ocorreu logo antes na sinagoga. Por isso, é necessária a nossa leitura a partir de Lucas 13.10. E nestes versículos, Jesus curou uma mulher encurvada por uma doença com algum vínculo demoníaco. Ele a curou pela sua “palavra” ou afirmação de cura e depois de pôr as mãos nela. Só que o dia era sábado e o chefe da sinagoga não gostou. Jesus respondeu ao chefe o acusando de hipocrisia (afinal o chefe se dirijia ao povo quando, de fato, queria mesmo criticar Jesus) e deu a sua defesa dizendo que não é justo deixar uma mulher, filha de Abraão, presa (ao reino de Satanás) dezoito anos quando se solta um boi ou jumento preso poucas horas para tomar água. Esta resposta envergonhou os seus inimigos, mas impressionou a multidão que ficou muito alegre. É neste contexto que Jesus contou as duas parábolas.
E ao contar as duas parábolas Jesus revelou o verdadeiro sentido do sábado, que desde o princípio era uma consagração da criação para sua finalidade boa e própria (Hebreus 4.4-10). Isto ocorre pela libertação da criação do poder de Satanás. Logo, ao curar no sábado Jesus se apresentou como o Senhor do sábado, aquele que veio para libertar a própria criação e inverter o efeito do pecado que se manifesta não só no mal comportamento, mas também na doença e na opressão.
É um caso clássico duma estória contada para os (tidos como) religiosos não entenderem. Afinal, o que uma semente de mostrada ou fermento tem a ver com esta cura da mulher? O que vocês acham? Tudo isto é para ressaltar o que Jesus falou a respeito do seu uso de parábolas:
A vocês Deus mostra os segredos do Reino do Céu, mas a elas [pessoas que não são discípulos], não. Pois quem tem receberá mais, para que tenha mais ainda. Mas quem não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. É por isso que eu uso parábolas para falar com essas pessoas. Porque elas olham e não enxergam, escutam e não ouvem, nem entendem. – Mateus 13.11-13; veja também Marcos 4.10-12
Isto significa que a lição das parábolas propositalmente não é evidente para os religiosos que seguem uma religião das regras e do ritual externos. Não que as lições sejam difíceis a entender. De fato, são fáceis uma vez lidas com os olhos da fé. Mas não são nada fáceis para aqueles que vivem uma religião fechada, que exclui os outros, e uma religião de cercas (faça isto e não faça aquilo). Jesus falou claramente que as parábolas são patentes para quem segue ele, não para quem segue a religião em si. Sempre que estamos diante de uma parábola, devemos tomar o máximo de cuidado para interpretá-la com os olhos da fé, e não os olhos simplesmente da religião. No nosso caso, as parábolas da semente de mostrada e do fermento têm a ver com o fato de Jesus ter curado no sábado. Qual é a lição? Há basicamente uma, com duas dimensões, cada uma correspondendo a cada uma das duas parábolas. Há lição única é isso: A realidade do reino de Deus, no princípio, não é evidente, mas seu efeito eventualmente é grande e abrangente. A parábola da semente de mostarda ressalta a dimensão externa desta lição e a parábola do fermento enfatiza a dimensão interna.
A dimensão externa é esta: o reino de Deus, como uma semente de mostrada, começa pequeno e aparentemente insignificante, mas se torna, no tempo hábil, grande, e alcança o mundo inteiro. A cura por Jesus e a sua explicação da cura sendo no sábado é como uma semente de mostarda. Como? Os passarinhos que fazem ninhos nos ramos da grande árvore de mostarda representa o alcance de todas as etnias no sonho de Beltessazar que Daniel interpretou em Daniel 4.20ss (veja também Ezequiel 17.23; 31.6). Por isso, um pouquinho para frente Jesus disse no mesmo capítulo de Lucas, versos 29-30, “Muitos virão do Leste e do Oeste, do Norte e do Sul e vão sentar à mesa no Reino de Deus. E os que agora são os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.” Aqui e na parábola da semente de mostarda, Jesus prevê o alcance universal do evangelho que no momento parece pouca coisa, e ao mesmo tempo, Jesus critica os religiosos que por tanta preocupação com uma religião de regras, serão os últimos.

A dimensão interna é esta: o reino de Deus, como fermento, começa como algo imperceptível, mas se torna, no tempo hábil, algo abrangente, transformando todo o seu meio. (Observação: As três medidas de farinha equivalem 13,3 litros, uma quantia especialmente grande, o suficiente para alimentar 160 pessoas, a mesma quantia mencionada em Gn 18.6; Jz 6.19 e 1Sm 1.24 e traduzida como “dez quilos”). A cura por Jesus e a sua explicação da cura sendo no sábado é como um fermento na massa. Como? O reino de Deus, diferente que a tradição religiosa, é novo, aberto e inclusivo, e escandaloso. A religião há de fracassar e petrificar, e a fé, de crescer e transformar.
Fonte: sepal.org

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A oração que Deus ouve



Por João Cruzué


No Evangelho nós vemos o desejo dos apóstolos de aprender orar. Eles pediram: Senhor ,  ensina-nos a orar. E então, Jesus ensinou: "Pai nosso que estais no céu..." Eu sei que há muitos ensinos sobre oração e não tenho a pretensão de inventar a roda, no entanto, o que vou dizer é fruto de minhas experiências com Deus. Quem sabe, possa ser útil para você.

Vou começar citando o Pastor David Wilkerson, que passou para o Senhor em junho do ano passado. Em um de seus livros, ele escreveu que por muito tempo ele orava, e a resposta vinha a seguir. Era uma comunhão maravilhosa com Deus.

Todavia, houve um tempo que estas respostas minguaram. O pastor orava, e passava vergonha diante da Igreja, porque Deus se mantinha em silêncio.

E, cansado de passar vergonha, um dia ele  ficou muito sensível e desabafou com Deus: Pai, o Senhor não está sendo justo comigo. Antes, eu orava e vinha resposta. Agora, eu oro, jejuo, derramo lágrimas na oração, falo em línguas estranhas - e o Senhor fica completamente mudo. Desse jeito, minha fé em vez de crescer vai se acabar, porque eu já estou passando vergonha diante da Igreja há um bom tempo...

E foi nesse dia, que a voz do Espírito Santo falou ao coração de David Wilkerson: Filho, qualquer um que orar e em seguida receber a resposta da sua oração, não vai precisar de fé.  E completou: a sua fé cresce, enquanto espera com paciência pela resposta da sua oração.

Não foi exatamente com estas palavras, mas eu nunca me esqueci delas. A fé do cristão cresce enquanto ele persevera em esperar pela resposta, pela vontade de Deus.

Teve um tempo em minha vida que fiquei 11 anos desempregado. E a minha fé tinha alterações cíclicas. Ora estava lá em cima, ora, lá embaixo. E muito fragilizado, procurei por três irmãs consagradas que eram muito usadas em profecias.  E o curioso, é que uma dizia uma coisa,  que não batia com o que as outras diziam. Mas teve uma que era mesmo usada por Deus.

Quer saber quando veio a resposta?  Depois de uns sete anos. E eu concluí que não adianta buscar profecias e profetas para lhe dizer que o Senhor vai lhe abençoar, SE o tempo desta resposta você espera que seja para JÁ, o profeta não sabe para QUANDO e você acaba esperando seis ou sete ANOS.

 Foi dessa forma que eu entendi que a oração que funciona é a sua oração feita de forma solitária com Deus. Jesus fazia isto. Os apóstolos iam para casa, e ele subiu ao monte ou ao deserto para ficar a sós com Deus. Isto tanto é verdade, que se eles orassem junto com o Senhor, não iriam pedir para que lhes ensinasse a orar.

Jesus sustentava sua comunhão com o Pai, através da oração solitária. E não era oração de 10 minutinhos não. Dependendo do problema, o tempo de falar com Deus sozinho vai ser  maior ou menor, mas sem a oração entre você e Deus, a coisa não vai andar.

Ao ensinar sobre oração, durante o Sermão do Monte, o Senhor foi bem claro: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente."

Até mesmo no dia de sua maior angústia, quando o Senhor estava com seus discípulos no Getsêmani, ele se afastou dos discípulos e orou sozinho.

 Pois bem, se alguém pensa que cinco minutinhos de oração antes do começo do culto já são suficientes para passar a lábia no Senhor, está muito enganado! Também, por outro lado, quem pensa que rezando um terço ou um rosário - repetindo 5 ou 15 "Padre Nossos", 50 ou 150 "Ave Marias" vai incomodar tanto o ouvido do Senhor que ele vai responder - também está longe da verdade!

Oração é como namoro. As palavras devem brotar do coração com sinceridade. Imagine se  quando eu amorava repetia 10 vezes a mesma conversa com a moça com quem estou casado há 29 anos... Ele teria me mandado passear por falta de assunto.

Você precisa arranjar um tempo diário - quando muito semanal - para estar diante da presença de Deus por um tempo maior, para falar com ele das suas mágoas, frustrações, necessidades, humilhações, impossibilidades... e tudo isso, depois de ser agradecido. De agradecer o que tem recebido do Senhor. Esta nova geração não tem costume de ser agradecida. Minha sugestão é que isto precisa ser aprendido. Primeiro "a gente"  deve se lembrar dos benefícios que recebemos do Senhor. Sim, às vezes nós demoramos a receber a bênção que precisávamos, porque ainda não aprendemos a ser MAIS agradecidos.

O SENHOR nos dá, para que nós humildemente lhe  possamos dizer: Muito obrigado, Senhor. E um fato foi muito marcante em minha vida quanto a este ponto. Eu fui no supermercado com o dinheiro contado para comprar meio quilo de café. E lá, comecei a ver dezenas de pessoas com seus carrinhos cheios de compras. E eu voltei para casa arrasado, pois, como já disse antes, passei por 11 anos de desemprego. E ao chegar em casa, olhei para aquele pacote de café, deixei os olhos molharem, e disse: Senhor abençoe este alimento. Muito obrigado por ele.

 Você é responsável pelo sucesso ou fracasso da sua vida. A competência de orar pelos seus problemas, família, emprego, doenças é principalmente sua. O que Deus quer ouvir de você, outra pessoa não poderá falar. Ou você ora, ou você ora!

 Li este assunto e ele é verdadeiro. A reposta da oração é como colocar o peso de um quilo no prato de uma balança, e cartões de visita no outro. Um cartão é muito mais leve que o peso de um quilo. Você vai orando. As pessoas que lhe conhecem, vão orando... Um dia, alguém vai colocar um cartão e o prato vai começar a subir. Digo isto, para não pensar que foi a oração de "A" ou de "B" é que foram ouvidas. Esta análise é muito superficial. Penso que cada cartão foi importante para levantar o peso de um quilo no outro prato da balança.

E antes de terminar quer abordar um fato muito curioso. Chegando ao final dos cultos, vejo alguns pregadores convidando as pessoas para ir à frente receber a oração. E vejo as mesmas pessoas ao longo de um ano inteiro indo à frente. O que é que está errado? Porque elas nunca recebem suas bênçãos?

Bem, talvez porque não fazem a parte que cabe a elas. Ou seja, de manter uma vida de oração. Não há nada de errado em pedir orações e orar por pedidos de orações. Mas quem deve bater na porta é quem precisa de socorro. E essa pessoa deve insistir batendo na porta. Ela precisa incomodar e mostrar que realmenteprecisa da sua bênção.

É esta oração que funciona. Mais uma coisinha. Às vezes, Deus não nos ouve, porque falta um "perdãozinho" aqui, conversar com um credor de dívidas ali, abandonar um vício de uma vez, ou aquele "pecadinho" acolá... Esta é a parte que temos que fazer.

Deus quer nos abençoar, mais do que nós temos interesse em pedir. Mas Ele não vai mover um dedo, se você não tomar as providências que só você deve tomar. Responsabilidade, sinceridade e vontade.

Eu deixei de dormir cedo, e estou aqui a quase duas da madrugada, porque alguém precisava ler esta palavra. Receba! E seja muito abençoado naquilo que está buscando diante do Senhor.

O avivamento que precisamos é o amor


Algo têm me tocado muito nesses últimos dias, o fato de ver tantas pessoas necessitadas de alimentos, de roupas, de serem acreditadas na vida, de emprego, de amigos, e principalmente de AMOR!
O amor é a palavra que menos se ouve dizer nos arraiais evangélicos! Porque será?
Fiquei meditando nas palavras de João, "nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar a nossa vida pelos irmãos. Ora aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade". 1Jo 3.16-18, e percebi nessas palavras que, amor significa doação, e num mundo capitalista onde tudo é voltado para o indivíduo realmente reconheço a dificuldade de dar.
Pregações baseadas em textos como "dai e lhe será dado"; "porque Deus ama aquele que dá com alegria", sempre são usadas para em relação ao dinheiro dado na Casa de Deus através de dízimos e ofertas. Damos algo a "Deus" pensando em receber de volta através de bençãos financeiras e materiais. Temos sido senhores de nosso próprio ventre, pensando sempre em nós mesmos, no nosso bem estar, no nosso conforto material, e Mamom tem reinado nos corações ao invés do Senhor Jesus Cristo.
 O princípio do amor é doação, e o apóstolo João claramente nos diz que assim como Cristo deu a sua vida por nós; também devemos dar a nossa vida pelos irmãos.
 Ora, o amor é capaz de dar a vida, ou seja, se anular totalmente, deixar de ser para que o outro seja, tirar o que eu tenho para dar ao que nada tem, pensando sempre no outro e não em mim mesmo.
 A teologia barata e infernal da prosperidade, tem tirado a muitos do foco do Evangelho de Cristo, e o mundo tem visto um povo movido por causa própria, desafios de fé para dar algo material de grande valor na "igreja", um povo movido pelas bençãos da cura, do emprego, do sucesso profissional, da família.

O ano de 2011, reservou um inverno mais rigoroso do que anos anteriores, e muitas pessoas necessitadas de agasalhos para se aquentar e alimentos para se saciar.
Quando somos cheios do caráter de Cristo, somos como o bom samaritano, vemos o necessitado, paramos, pensamo-lhes as feridas, cuidamos e damos daquilo que temos, até ver a pessoa restaurada.
 Não amemos somente de palavras, mas de verdade, através de demonstração de atitudes.
 "Aviva em nós Senhor, a chama do amor uns pelos outros, pois é desse avivamento que realmente precisamos"
 Faça algo em demonstração de amor, sem querer nada em troca.
 Que Deus os abençoe com a satisfação do amor.

Em Cristo 
Pastor Angelo Miollo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Restaura, Senhor, a nossa sorte


É tempo de fazer um balanço. Devemos olhar para trás com gratidão, para o presente com súplicas e para o futuro com esperança. O Salmo 126 ajuda-nos nesse exercício. 

Em primeiro lugar, devemos olhar para o passado com gratidão (Salmo 126.1-3). Depois de setenta anos de escravidão na Babilônia, Israel voltou à sua terra. Deus tirou o povo do cativeiro com mão forte e poderosa. Essa libertação produziu ditosa exultação entre o povo e impacto entre as nações. Quando olhamos, também, para o passado, notamos que Deus nos tirou da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz e da morte para a vida. Deus quebrou o nosso jugo e despedaçou nossas algemas. Jesus Cristo redimiu-nos de um terrível cativeiro. Éramos escravos do diabo, do mundo e da carne. Vivíamos debaixo de cruel opressão. Porém, Cristo nos libertou e hoje somos livres. Pertencemos à família de Deus. Somos herdeiros de Deus e estamos assentados com Cristo nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. Há um cântico em nossos lábios e uma festa em nossa alma.

Em segundo lugar, devemos olhar para o presente com súplicas (Salmo 126.4). O salmista voltou os olhos do passado para o presente e percebeu que as vitórias do ontem não servem para nos manter de pé hoje. O mesmo salmista que estava exultante com a libertação do cativeiro, agora, ao contemplar a realidade presente, clama: "Restaura, Senhor, a nossa sorte com as torrentes do Neguebe". O passado de glória tinha se transformado num deserto cinzento. As vitórias do passado não eram suficientes para torná-lo vitorioso no presente. Todo o dia é tempo de andar com Deus. Todo dia é tempo de ser cheio do Espírito. Não podemos viver do passado nem morar na saudade. Precisamos depender de Deus a todo tempo, o tempo todo. Mais do que isso, é preciso saber que não temos forças para restaurar nossa própria sorte. Só Deus pode restaurar nossa vida. Só Deus pode aprumar nossos joelhos trôpegos. Só Deus pode nos encher de entusiasmo, quando nossa alma parece um deserto árido. Aprendemos com isso, porém, que a crise não é o fim da linha. A sequidão de nossa vida não deve nos levar ao desespero, mas à súplica ardente. A consciência da crise espiritual pode nos levar aos pés do Senhor para uma virada bendita em nossa história. Somente o Senhor tem poder para nos restaurar. Só dele vem a nossa cura. Essa restauração é uma obra milagrosa. Assim como os rios invernais rasgam as areias escaldantes do deserto do Negueve, o maior deserto da Judéia, Deus também, faz nossa alma florescer em tempos de sequidão. Ele mesmo nos concede um novo vigor espiritual e transforma nossos vales em mananciais cheios de vida!

Em terceiro lugar, devemos olhar para o futuro com esperança (Salmo 126.5,6). Depois de olhar para o passado com gratidão e para o presente com súplicas, o salmista, agora, olha para o futuro com esperança. O amanhã será de semeadura e investimento. A semeadura exige desinstalação e ação. É preciso sair para semear. A semeadura exige abnegação e sacrifício, pois além de sair, o semeador anda e chora, regando o solo duro com suas lágrimas. Se a semeadura é regada de lágrimas, a colheita certa é feita com júbilo. A recompensa da colheita é maior do que o sacrifício da semeadura. Fazer a obra de Deus é investir para a eternidade. É realizar um trabalho de consequências eternas. Não devemos afrouxar nossos braços nessa bendita peleja. É hora de arregaçarmos as mangas e trabalharmos com mais fervor. O tempo urge. A noite se aproxima. Então, não haverá mais tempo de semear. Hoje, Deus nos convoca para sermos seus cooperadores. Concede-nos a graça de investirmos nosso tempo, bens, talentos e dons em seu trabalho. Portanto, levantemo-nos, irmãos, e coloquemo-nos a seu dispor. O Deus da nossa salvação e da nossa restauração, agora, nos alista em seu trabalho. Mãos à obra, sem esmorecer. Lança a semente, com a certeza de que o crescimento, Deus mesmo nos dará.

Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O som da trombeta

“Pois também se a trombeta der som incerto,
quem se preparará para a batalha?” (1 Co 14.8).

O apóstolo Paulo usou a trombeta militar romana como uma metáfora para a batalha espiritual. Josefo, historiador do primeiro século, escreveu que o exército romano não fazia nada que não fosse determinado pelos sinais do toque das trombetas. Ele listou três sons de trombeta específicos, e todos eles podem ser aplicados de maneira espiritual.

A primeira trombeta era sinal de preparação para a partida: “Quando chega o momento de se prepararem para sair do acampamento, a trombeta dá o toque”.[1] Aqueles que crêem na Bíblia deveriam estar prontos para partirem rapidamente para qualquer campo de conflito, como lhes for ordenado, sempre dispostos a travar o bom combate da fé (1 Tm 6.12; 2 Tm 4.7).

A segunda trombeta era o sinal para entrar em formação: “Então, as trombetas soam novamente para dar-lhes a ordem para estarem prontos para a marcha”.[2] Nesse estágio, um crente deve estar totalmente vestido com a armadura de Deus. O Senhor quer guerreiros adestrados, alinhados com outros, que lutarão contra as ciladas do diabo (Ef 6.11).

O som da terceira trombeta era a ordem para marchar: “Depois, as trombetas emitem um som pela terceira vez, significando que eles devem partir”.[3] Alguns sugerem que esta trombate é equivalente à “última trombeta”, citada por Paulo em 1 Coríntios 15, relacionada ao Arrebatamento da Igreja:

“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (vv. 51-52).

Essa trombeta também pode apontar para a decisão pessoal de um crente de se por em marcha para servir a Cristo, ficar de pé diante de todos os desafios do Reino de Deus, e estar disposto a suportar as dificuldades como um bom soldado (2 Tm 2.3).

Josefo também observou que, antes que o exército saísse em marcha, os soldados levantavam bem alto suas mãos direitas e gritavam em uma verdadeira fúria marcial: “Estamos prontos!” Você está?

domingo, 30 de dezembro de 2012

Sou fraco, mas meu Deus é forte.


Pr. Lúcio Freire
Isaías, 40:29-31.
1.    DEUS ESCOLHE, ELE CUIDA
O agir de Deus, o cuidado de Deus sobre os seus, não limita a opinião alheia, a nossa fraqueza, medo... Nem tampouco retém a sua mão em detrimento a força do inimigo.
“Ele fortalece os fracos e multiplica as forças daquele que não tem nenhum vigor”. Isaias, 40:29.
“... da fraqueza dos tiraram forças”. Hebreus, 11:34b 
“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”. Hebreus 11:1.
Homens e mulheres no passado venceram, tiveram experiências gloriosas, porque creram nas promessas do Senhor.
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte. 2 Coríntios 12:10
Quando nos sentimos fracos, sem condições, sem alternativa, num beco sem saída, Deus entra com providencia. “DEUS PROVERÁ”. 
2.    DEUS USA O LOUVOR DOS PEQUENINOS PARA DERROTAR O INIMIGO. 
“Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários para fazeres calar o inimigo e vingador.” Salmo 8:2.
Deus está dizendo a você, silencie diante do seu inimigo ou adversário, mas adore, creia em Deus, pois ela tem prazer de derrotar satanás através de você. Se o diabo ou seus aliados pensam que vão derrotar você, por você ser fraco, pequeno... Deus terá prazer de derrotar o inimigo diante de você. PORQUE ELE É DEUS. 
3.    Nesse novo ano transforme suas fraquezas em vitória
1)     Pare de achar que é autossuficiente, troque sua força pela força divina. “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, Isaías, 40:31.
2)     Aproxime-se de Deus em oração, em comunhão através da palavra.
“Eis que Deus é a minha salvação; eu confiarei e não temerei porque o Senhor, sim o Senhor é a minha força e o meu cântico; e se tornou a minha salvação”. Isaías, 12:2.

FELIZ ANO NOVO

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Deus tem planos para sua vida

Quando Davi encarregou seu filho Salomão de construir o templo, entregou-lhe planos precisos e exatos. Até está escrito: "Deu Davi a Salomão, seu filho... a planta de tudo quanto tinha em mente" (1 Cr 28.11-12a). 
Deus tem um plano para cada um de nós. Os Salmos dizem que Ele manifestou Seus caminhos a Moisés, que teve condições de captar os planos de Deus, de entendê-los e de colocá-los em prática, porque havia cursado a escola do Altíssimo e permanecido nela.
Um construtor que está num terreno e olha para o projeto de construção consegue imaginar a obra que ainda não existe. Essa é sua experiência constante, ele tem prática em ler plantas e em imaginar as obras prontas. 
Infelizmente muitos crentes não fazem isso. Ao invés de procurar saber o que Deus quer, eles se exercitam em preparar os seus próprios planos. Você planeja a construção da sua casa? A compra de um novo automóvel? Planeja sua carreira? O futuro dos seus filhos? Sua aposentadoria? Nada disso é errado. Mas os problemas começam quando essas coisas dominam os nossos pensamentos. O que deveríamos fazer é treinar a nossa mente constantemente a fim de aguçá-la para entender e saber os propósitos de Deus. A passividade no discipulado de Jesus leva à resignação; então não conseguimos mais reconhecer o plano de Deus. 
O discipulado de Jesus pode ser definido como uma contínua permanência na escola de Deus. O Deus vivo sempre nos dará novas tarefas de casa para que cresçamos e aprendamos o que significa ser mensageiros de Cristo. 
Paulo escreve: "Exercita-te, pessoalmente, na piedade" (1 Tm 4.7b). E a Epístola aos Hebreus fala dos "...adultos ...aqueles que, pela prática, têm suas faculdades exercitadas..." (Hb 5.14). Para que possamos dar lugar aos propósitos de Deus em nossos corações, é necessário que nos exercitemos constantemente e com perseverança na disciplina espiritual. Jesus Cristo, o Davi celestial, quer conduzir-nos justamente a este ponto. Isto se manifesta claramente nas instruções do rei Davi a seu filho Salomão: "...conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária! ...sê forte e faze a obra" (1 Cr 28.9-10). Se deixarmos todo o espaço de nossos corações à disposição dos nossos próprios planos, o Deus vivo não poderá desenvolver Seu plano em nós pelo Seu Espírito. Deus está disposto a gravar Seus propósitos em nosso coração pelo Seu Espírito. Mas Ele necessita de espaço para isso, do maior espaço possível – e sem reservas.
 
Nossos próprios planos, que se reflete em nossa alma ou em nosso estado emocional, com frequência são um empecilho para um andar alegre a frutífero na presença do Senhor. Agora o novo ano está diante de nós com todas as suas possibilidades. Qual é o plano de Deus? Quanto mais estivermos cheios do Seu Espírito, tanto mais o Seu plano formar-se-á em nós e por meio de nós, como no caso de Davi, em quem o plano de Deus "estava nele pelo Espírito". Ou para dizê-lo com as palavras de Paulo: "...escrita... pelo Espírito do Deus vivente... em tábuas de carne, isto é, nos corações" (2 Co 3.3). Lembremo-nos sempre disso! (Peter Malgo - http://www.beth-shalom.com.br)