terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Jesus, o nome sobre todo nome.


O nome de uma pessoa é sua maior identidade. O nome representa a personalidade, o caráter e a missão de uma pessoa. Recebe-se um grande nome por herança, doação e conquista. Jesus tem o nome sobre todo o nome por essas três razões. O nome de Jesus é conhecido no céu, na terra e no inferno. Anjos, homens e demônios se curvam diante de sua majestade. Ele é o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, o Soberano dos reis da terra. Nele vivemos, nos movemos e existimos. Ele é a nossa vida, a nossa paz, a nossa alegria, a nossa herança, a nossa justiça, a nossa salvação.

Em primeiro lugar, Jesus herdou o maior de todos os nomes (Hb 1.4). Jesus é a exata expressão do ser de Deus, o resplendor máximo da sua glória, o herdeiro de todas as coisas. Por isso, herdou mais excelente nome do que os anjos e foi exaltado acima de todos os seres celestiais. Ele está entronizado acima dos querubins. Diante dele até os serafins cobrem o rosto. Ele é o Rei da glória e diante de sua majestade todo o universo se curva. Jesus é tudo em todos. Ele é o centro da eternidade e da história. Ele é o agente da criação, o sustentador do universo, o regente que governa os destinos da história e faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade. Não há nenhum nome que se compare ao nome de Jesus. Nenhum nome que esteja acima do nome de Jesus. Esse nome ele herdou do Pai.

Em segundo lugar, Jesus recebeu por doação o maior de todos os nomes (Fp 2.9-11). Pelo fato do Rei da glória ter se tornado servo e se humilhado até à morte e morte de cruz, Deus Pai o exaltou sobremaneira, acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus é o Senhor para a glória de Deus Pai. Não há salvação fora do nome de Jesus. Ele recebeu esse porque é o Salvador do seu povo (Mt 1.21). Não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos (At 4.12). Há poder no nome de Jesus para curar os enfermos (At 3.6). Há poder no nome de Jesus para libertar os cativos (Lc 10.17). Há poder no nome de Jesus para termos nossas orações respondidas (Jo 16.23). O nome de Jesus é o centro das Escrituras. Jesus é o Alfa e o Ômega. Ele é o Maravilhoso Conselheiro, o Deus forte, o Pai da eternidade e o Príncipe da paz. Jesus é Verbo eterno, o Emanuel, o Pão da vida, a Luz do mundo, a Videira verdadeira. Ele é o bom Pastor, a Porta das ovelhas, o Caminho, e a Verdade e a Vida. Ele é a Ressurreição e a vida, Aquele que esteve morto, mas está vivo pelos séculos dos séculos. Ele é o Salvador, o Messias e o Senhor. Diante de seu nome reis e vassalos, ateus e religiosos, ricos e pobres, doutores e analfabetos, anjos, homens e demônios precisam se curvar. Seu nome está acima de todo nome que se possa referir no céu e na terra!

Em terceiro lugar, Jesus recebeu o maior de todos os nomes por conquista (Cl 2.15). Jesus triunfou sobre os principados e potestades na cruz, despojando-os e decretando sua consumada derrota. Foi na cruz que Jesus esmagou a cabeça da serpente. Foi na cruz que Jesus arrancou a armadura do valente e o expôs ao desprezo. Jesus venceu o diabo, a morte e o pecado. Ressuscitou triunfantemente, ascendeu ao céu e foi entronizado com glória e majestade, acima de todo principado e potestade. Ele tem as chaves da morte e do inferno. Jesus tem todo o poder e toda autoridade no céu e na terra. Ele tem o livro da história em suas onipotentes mãos. Em breve, ele voltará com grande poder e glória para julgar as nações. Então, ele calcará aos pés todos os seus inimigos e todos os reinos do mundo serão do Senhor e do seu Cristo e ele reinará pelos séculos dos séculos. O universo inteiro se ajoelhará para dizer: "Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro seja o louvor, e a honra, e a glória e o domínio pelos séculos dos séculos". Então, depositaremos aos seus pés nossas coroas e o serviremos por toda a eternidade!
Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Conselhos para quem sobreviver dezembro de 2012


“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Jesus Cristo, contando a parábola da figueira – Mateus 24:36)
Onde você estará após 21 de dezembro de 2012? Um grupo de ocultistas acredita que você cessará de existir. Pessoalmente, depois de consultar meu amigo e cardiologista “Tony”, se não me cuidar melhor, estarei também na Glória.

A Profecia Maia

Para quem ainda não está antenado nessa história de que haverá uma catástrofe devastadora em 21 de dezembro de 2012, eis um resumo:
Os maias que desenvolveram uma bem evoluída civilização entre 250 a 900 d.C. onde hoje existem os estados do Sul do México, estendendo-se pela Guatemala, Belize, El Salvador e Honduras, deixaram para trás templos das suas divindades, pirâmides, uma história de carnificina contra seus inimigos e pelo menos três calendários diferentes.
Entre os seus calendários, o mais impressionante é o de “Conta Longa” ou “Longa Contagem”, que teve início em 11 de agosto de 3114 a.C.(1) Ao contrário da maioria dos calendários que tem como base o numeral 10, este tem o numeral 20 e terminará 5126 anos mais tarde. Ou seja, em 21 de dezembro de 2012. Não há mais qualquer registro a partir de 22 de dezembro de 2012.

Apesar dos maias nunca terem afirmado que esta data seja o final do mundo, os ocultistas concluem: um grande cataclisma deverá ocorrer no dia 21/12/12 e ele impactará nosso planeta Terra de uma forma descomunal.
Ocorrerá em 21 de dezembro de 2012

Um dos autores que mais esmiuçou o que ocorrerá no dia 21/12/12 foi Patrick Geryl, um belga, astrônomo amador e escritor. Será supostamente um conjunto de catástrofes naturais e eventos astronômicos assustadores.
“É um acontecimento que só se experimenta uma vez na vida, quando se consegue sobreviver a ele. Incrivelmente belo, e, ao mesmo tempo, desesperadamente mortal. Pior do que o pior dos pesadelos”,(2) sentencia Geryl.
Geryl afirma que o campo magnético solar será invertido e enormes labaredas solares serão lançadas no espaço causando “um curto-circuito no dínamo da Terra”.
Geryl afirma que o campo magnético solar será invertido e enormes labaredas solares serão lançadas no espaço causando “um curto-circuito no dínamo da Terra”.(3) O campo magnético da Terra também se “inverterá com catastróficas consequências, como terremotos, erupções vulcânicas e deslizamentos de terra”.(4) Provocará “ondas gigantescas” que farão os últimos tsunamis asiáticos parecerem marolas.
Outros profetas (Adrian Gilbert e Maurice M. Cotterell) desta Catástrofe Maia reforçam que naquele dia a Terra ficará “sujeita a terremotos, enchentes, incêndios e erupções vulcânicas.”(5)
A quase totalidade dos habitantes do nosso planeta será aniquilada.

Conselhos aos sobreviventes de 21 de dezembro de 2012

Aqueles que conseguirem entrar em embarcações especiais à prova de naufrágio sobreviverão.
Aos sobreviventes, Patrick Geryl repassou esses “sagrados mandamentos”:
“A civilização que surgir depois do cataclismo precisará ter um imenso respeito pela natureza [...]
Os bosques e selvas ocuparão um lugar central nas cidades do futuro, que deverão ser muito pequenas.
Para evitar a contaminação, a população mundial terá que ser limitada, embora, logo depois da catástrofe, repovoar possa ser uma prioridade.
Nunca mais se deverá construir instalações nucleares [...]
A alimentação antinatural, que é prejudicial à saúde e exige grandes quantidades de energia para sua produção, deverá ser proibida por lei. [...]
As dietas à base de frutas e verduras deverão ser promovidas [...]
A meditação e o jejum têm que ocupar um lugar central na luta contra as enfermidades infecciosas e de outros tipos.”(6)

E a vida continua...

Essa idéia bíblica e ocultista que haverá um fim do mundo nos leva a um formidável paradoxo: Alguns ficam consolados, outros aterrorizados. É mister que ambos sentimentos existam, pois o próprio Jesus disse que naquele dia do grande julgamento final os terráqueos terão dois destinos eternos: “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna” (Mateus 25:46).
Agradeçam a Deus por estarem vivos e peçam Sua bênção para enfrentarem mais um dia.
Agora, gostaria também de deixar alguns conselhos para os que sobreviverem à sexta-feira 21/12/12 e, claro, acordarem na manhã seguinte de sábado:
Agradeçam a Deus por estarem vivos e peçam Sua bênção para enfrentarem mais um dia. Até mesmo eu espero estar vivo, depois dos carões do meu cardiologista.
Continuem sem acreditar naqueles profetas que marcam o dia do nosso tão esperado fim do mundo.
Não esqueçam de ir às compras, pois faltam poucos dias para o Natal... (esta observação, naturalmente, é irônica).
O que importa mesmo é mantermos viva a bendita esperança da volta de Cristo, baseada nas firmes promessas bíblicas e não em calendários e cálculos sem credibilidade.
Aleluia! Maranata, ora vem Senhor Jesus! (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa -http://www.chamada.com.br)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Palavras doem tanto quanto ferimentos, afirma a ciência

Praticamente todo mundo já sofreu de coração partido alguma vez na vida, não? Parte de viver incluir lidar com rejeição, traição, solidão e outros sentimentos tão terríveis que parece doerem como doenças físicas.

E doem mesmo. Pesquisas recentes mostram que a dor da rejeição dispara os mesmos neurônios no cérebro que a dor de uma queimadura ou contusão. Além de explicar por que algumas pessoas têm a pele mais espessa que outras este fato revela uma ligação íntima entre a vida social e a saúde, que cada vez mais estudos dizem ser intrincadas.
Coração partido e queimadura são a mesma coisa para o cérebro

Dor física = dor emocional

Estudos com animais nos anos 1990 já haviam mostrado que a morfina não apenas aliviava dores de lesões, mas também podia reduzir a dor de filhotes separados de sua mãe.

Mais tarde, no início de 2000, Naomi Eisenberger, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA), começou a estudar sentimentos que causam dor em humanos.

Ser rejeitado torna você mais criativo

Para descobrir o que ocorre no cérebro quando as pessoas sentem rejeição social, Eisenberger pediu a voluntários que jogassem um jogo de computador simples chamado Cyberball, em que três jogadores passavam a bola entre si. Cada voluntário foi levado a acreditar que estava jogando com duas pessoas que estavam em outro quarto, mas na verdade esses companheiros eram controlados por computador.

Embora começassem amigáveis, os jogadores informatizados logo paravam de passar a bola para o voluntário. Pode parecer um insulto insignificante, mas alguns indivíduos responderam fortemente a essa rejeição, por exemplo, fazendo gestos grosseiros para a tela.

Um scanner de ressonância magnética funcional gravou a atividade cerebral dos voluntários, revelando um aumento no córtex cingulado anterior dorsal (DACC, na sigla em inglês) quando eles começaram a se sentir isolados. Esta região é conhecida por ser uma parte importante da “rede da dor” do cérebro.

Fundamentalmente, quanto mais angustiante é uma lesão, mais o DACC é ativado, fato que também aconteceu durante os jogos de Cyberball: aqueles que relataram se sentir pior depois da rejeição mostraram a maior atividade na região.

Outros estudos confirmaram a ligação, e acrescentaram que a ínsula anterior, uma outra parte da rede de dor que responde a nossa angústia quando cortamos um dedo, por exemplo, também se ativa em casos de dores “emocionais”.

Como sentimentos viram dor real

Apesar de todos esses resultados sugerirem que a nossa angústia após um insulto é a mesma que a nossa resposta emocional a uma lesão, só ano passado estudos mostraram como esses sentimentos podem transbordar em sensações corporais.

Ethan Kross, da Universidade de Michigan em Ann Arbor (EUA), estudou uma forma mais grave de rejeição do que não receber uma bola: um coração partido. Ele recrutou 40 pessoas que haviam passado por um término de romance nos últimos seis meses e pediu-lhes para ver uma foto de seu ex enquanto passavam por um scanner de ressonância magnética.

Kross também os instruiu a pensar em detalhes sobre o rompimento. Depois de um breve intervalo, os voluntários receberam um choque doloroso de calor em seus antebraços, o que permitiu que o cientista comparasse a atividade cerebral associada com as duas situações.

Como esperado, o DACC e a ínsula anterior se ativaram em ambos os casos. Mas, surpreendentemente, os centros sensoriais do cérebro, que refletem o desconforto físico que acompanha uma ferida, também mostraram atividade acentuada. Essa foi a primeira evidência de que o sentimento de desgosto pode literalmente doer.

Por fim, outras pesquisas descobriram que a dor física e a angústia emocional podem, por vezes, alimentar uma à outra.

Quando as pessoas se sentem excluídas, ficam mais sensíveis a se queimarem, por exemplo, bem como submergir a mão em água gelada por um minuto leva as pessoas a se sentirem ignoradas e isoladas posteriormente.

O inverso também é verdadeiro: um calmante pode aliviar a resposta corporal à dor de um insulto. Nathan DeWall, da Universidade de Kentucky em Lexington (EUA), recrutou 62 alunos para um estudo, sendo que metade foi dosada com até dois comprimidos de paracetamol (analgésico) todos os dias durante três semanas, e a outra metade recebeu apenas placebo.

Cada noite, os alunos responderam a um questionário medindo seus sentimentos de rejeição durante o dia. Ao final de três semanas, o grupo do paracetamol tinha desenvolvido pele significativamente mais espessa, sendo que também relataram menos sentimentos de rejeição durante seu dia-a-dia.

Um jogo de Cyberball subsequente confirmou o efeito: aqueles dosados com paracetamol mostraram significativamente menos atividade no DACC e na ínsula anterior em comparação com os que tomaram apenas placebo.

Os pesquisadores alertam, no entanto, que, devido aos efeitos secundários nocivos de drogas analgésicas, você não deve tomá-las sem prescrição médica.

Mais ou menos rejeitada

As descobertas recentes podem explicar por que algumas pessoas têm mais dificuldade de resistir a percalços em sua vida social do que outras.

Pessoas extrovertidas demonstram ter uma maior tolerância à dor do que as introvertidas, e isso é refletido em uma maior tolerância a rejeição social.

Eisenberger também descobriu que as pessoas que sentem mais dor física (por exemplo, quando um eletrodo quente toca seu braço) também são mais sensíveis aos sentimentos de rejeição (durante Cyberball, por exemplo).

Essas reações podem ser parcialmente genéticas. Eisenberger mostrou que as pessoas com uma pequena mutação no gene OPRM1, que codifica um dos receptores opioides do corpo, são mais propensas a ter sentimentos de depressão após a rejeição do que as sem a mutação. Essa mesma mutação também torna as pessoas mais sensíveis à dor física – elas geralmente precisam de mais morfina depois de uma cirurgia, por exemplo.

É importante notar que estes receptores são particularmente densos no DACC. Como você poderia esperar, em pessoas com a mutação, o DACC tende a reagir mais fortemente aos insultos percebidos.

O primeiro ambiente de uma criança também pode determinar a sua sensibilidade a dor. Por exemplo, pessoas com alguns tipos de dor crônica são mais propensas a ter tido experiências traumáticas na infância, como abuso emocional.

Os adolescentes também parecem particularmente sensíveis à rejeição. A rede de dor do cérebro está ainda em desenvolvimento nessa fase da vida, e, em comparação com o cérebro adulto, tende a mostrar uma resposta mais exagerada a pequenos insultos.

No lado positivo, o apoio social durante este período pode levar a benefícios duradouros. Por exemplo, jovens adultos com boas redes sociais no final da adolescência apresentam reações mais suaves para a rejeição do que os que se sentiam solitários no passado, talvez porque a memória de aceitação subconscientemente acalme seus sentimentos.

Histórica rejeição

Quando você considera a dependência dos nossos antepassados de suas conexões sociais para a sobrevivência, faz sentido que tenhamos evoluído para sentir a rejeição tão intensamente.

Ser expulso de uma tribo no passado teria sido semelhante a uma sentença de morte, expondo nossos predecessores à fome e à predação. Como resultado, nós precisávamos de um sistema de alerta que nos avisasse de um potencial desentendimento, impedindo-nos de ofender alguém ainda mais. A rede de dor, capaz de nos dar uma sacudida quando nos deparamos com danos físicos, teria sido idealmente equipada para também inibir nosso comportamento social.

Rejeição e saúde

Apesar de inúmeros estudos alegarem que a solidão pode causar males físicos nas pessoas (como menor expectativa de vida), pouco sabemos sobre o impacto do isolamento a longo prazo, especialmente porque as respostas fisiológicas a rejeição que conhecemos são de curta duração (como no estudo do Cyberball).

Porque solidão pode ser fatal

Ainda assim, há medidas que podemos tomar para suavizar a falta de carinho nas nossas vidas sociais. Nós todos gostamos de ser consolados e amados, mas Eisenberger descobriu que dar apoio aos outros também abranda nossa própria resposta à rejeição.

Em experimentos, ela deu choques elétricos em homens, sendo que alguns puderam segurar a mão de suas parceiras em apoio. As mulheres estavam equipadas com scanner de ressonância magnética. Quando elas podiam apoiar seu parceiro, a resposta de seu cérebro de ameaça e rejeição foi significativamente mais moderada.

Sendo assim, embora palavras possam mesmo ser tão dolorosas quanto socos, cuidar de outras pessoas, assim como cuidar de nós mesmos, pode suavizar bastante essa dor.[NewScientist]





sábado, 1 de dezembro de 2012

Uma vida com propósitos

"Rick Warren disse que se você quer saber por que está aqui neste planeta..." você tem que começar com Deus. Você nasceu por seu propósito e para seu propósito. João Calvino começa as suas Institutas mostrando que o conhecimento do homem, sua origem e propósito só pode ser compreendido quando começamos com o conhecimento de Deus. Você não descobre o significado da vida, como muitos livros de auto-ajuda ensinam, olhando para dentro, mas olhando para o alto.

O propósito da vida não está na especulação dos milhares de filósofos, mas na revelação divina. Você não é um acidente. Seu nascimento não foi um engano. Seus pais podem não ter planejado você, mas Deus planejou. Deus não ficou surpreso por seu nascimento, antes o esperou. Antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus. Ele planejou cada detalhe do seu corpo (Salmo 139). Deus determinou os talentos naturais que você possuiria e também sua personalidade. Deus determinou o tempo da sua vida sobre a terra. Deus determinou onde você nasceria: sua nacionalidade, filiação, temperamento, cultura. Sua nacionalidade não é arbitrária. Deus determinou como você iria nascer. Enquanto há pais ilegítimos, não há filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados por seus pais, mas foram planejados por Deus. Deus pensou em você antes de criar o mundo. Você foi criado para ser um mordomo de Deus. 

Somos mordomos de Deus 

O mordomo é uma pessoa incumbida dos bens do seu senhor. Ele não é o dono, mas o dono da casa lhe confia tudo o que tem para ser cuidado e desenvolvido: terras, dinheiro, jóias, filhos, alimentação da família e administração de suas riquezas. Quando o mordomo se sente dono dos bens do seu senhor, ele trai o seu senhor. Quando o mordomo deixa de cuidar com zelo e fidelidade dos bens do seu senhor, ele torna-se infiel. A Bíblia diz que Potifar confiou a José tudo o que tinha (Gn 39:3,6). Somos mordomos de Deus. Devemos cultivar e guardar o que é de Deus (Gn 2:15-17). Nosso trabalho é administrar a criação divina (Gn 1:28; Sl 8:3-9). Deus é o dono de tudo e não nos passou escritura do que lhe pertence. Abraão disse para o rei de Sodoma que “o Deus altíssimo possui os céus e a terra” (Gn 14:22). Moisés disse que “os céus e os céus dos céus são do Senhor, a terra e tudo o que nela há” (Dt 10:14). Os animais são de Deus (Sl 50:10-12), a terra é de Deus (Lv 25:23), a prata e o ouro são de Deus (Ag 2:8). O que a terra produz é de Deus (Os 2:8). Até os bens que administramos e empregamos na obra de Deus é de Deus (1 Cr 29:13-16). Sempre que granjeamos, administramos e gastamos os recursos como se eles fossem nossos, não atentando que pertencem a Deus, tornamo-nos mordomos infiéis. 

Somos propriedade exclusiva de Deus 

Nós não nos pertencemos, somos propriedade exclusiva de Deus. E isso, por três razões distintas. Em primeiro lugar, por direito de criação (Gn 1:27; 2:7; Is 42:5; 43:1-7). Você não é produto do acaso nem da evolução. Deus criou você, formou você e o entreteceu de forma assombrosamente maravilhosa. Ele conhece cada célula do seu corpo e cada fio de cabelo da sua cabeça. Todos os seus dias estão contados e determinados pelo Senhor. 

Em segundo lugar, você é propriedade de Deus por direito de preservação (At 14:15-17; 17:22-28) . A doutrina da providência é maravilhosa. Ela alcança ímpios e remidos. Deus dá a chuva e o sol ao ateu e ao crente. Ele dá saúde ao salvo e ao incrédulo. As bênçãos da graça comum, ele as distribui a todos. É Deus quem nos dá a vida, a respiração, a saúde, a proteção, o alimento, o paladar, o livramento.

Em terceiro lugar, você é propriedade de Deus por direito de redenção (1 Co 6:19-20; 1 Pe 2:9; Ap 5:9). Deus criou você para a sua glória (Is 43:7). O pecado o afastou de Deus (Is 59:2). Então, Deus o comprou pelo preço do sangue do seu Filho (At 20:28; 1 Co 6:20). Somos de Deus porque ele nos criou, porque ele nos preserva e porque ele nos remiu. 

Somos responsáveis diante de Deus

 A compreensão dessa gloriosa verdade nos leva a ter um profundo senso do sagrado. Tudo para nós torna-se sagrado. Você é um mordomo no comércio e no templo. O lar, a escola, o trabalho e a igreja participam da mesma esfera sagrada, isto porque tudo é de Deus e ele se importa com tudo o que é dele.

 A compreensão dessa gloriosa verdade nos leva a ter um profundo senso de responsabilidade. Vamos prestar conta da nossa mordomia, de como usamos nossa vida, família, bens, recursos, talentos, oportunidades, tempo, e dinheiro. O que se requer dos mordomos é que eles sejam encontrados fiéis (1 Co 4:1-2).

 Finalmente, a compreensão dessa gloriosa verdade nos leva a ter um profundo senso de dependência. Nenhum mordomo poderá desempenhar o seu sublime papel sem total dependência de Deus, sem o poder do Espírito Santo.
Fonte: Hernandes Dias Lopes

Deus não abre mão da sua vida

"O amor incondicional e irresistível de Deus pode ser visto de forma sublime na vida de Jacó." O Deus que elege é o mesmo que chama, justifica e glorifica. Tudo provém de Deus. Não somos salvos por méritos, mas por graça. Algumas verdades podem ser destacadas na intervenção de Deus na vida de Jacó:
Deus confronta Jacó na hora da sua maior angústia
Jacó havia mentido para o pai, enganado o irmão, mas não havia conseguido apagar as chamas de sua própria consciência culpada. Os anos não conseguiram apagar o drama existencial vivido por Jacó. A sua crise com Esaú ainda estava acesa no coração. Depois de vinte anos, ele está de volta. Agora precisa encontrar-se com Esaú. O medo lhe vem ao coração. A culpa o assola. Ele que vivera a vida fugindo, precisa agora enfrentar a situação. Ele não pode fugir de si mesmo e por isso fica só. Ele tem que olhar no espelho da sua própria alma e contemplar de fato quem ele é: um suplantador.
Deus luta com Jacó
Deus quer transformar Jacó. Deus não abre mão da sua vida. Deus toma a iniciativa. Ele começa a luta. O encontro de Jacó com Deus não pode ser mais adiado. Ter as bênçãos de Deus não é suficiente. Jacó precisava ter uma experiência pessoal e profunda com o próprio Deus. Mas é Deus quem toma a iniciativa. Deus de igual modo não desiste de você. Hoje você precisa atravessar o seu Jaboque. Deus está no seu encalço. Ele não abre mão da sua vida. Ele ama você. Ele tem investido em você. Ele tem abençoado a sua vida. Mas, agora ele quer o seu coração. Se preciso for, ele vai lutar com você, para conquistar o seu coração, porque ele não pode abrir mão do direito de ter você.
Deus não desiste de Jacó a despeito da sua resistência

Jacó lutou a noite toda. Ele não queria ceder. Ele não queria entregar os pontos. Ele mediu força com força, poder com poder, destreza com destreza. Jacó era um caso difícil, um coração duro, um homem difícil de se render. Mas, Deus não abandonou Jacó por isso. O mesmo Deus que vinha abençoando Jacó a vida toda, agora luta com ele a noite toda. Deus tem lutado com você também. Deus tem colocado intercessores no seu caminho. Ele tem colocado pregadores diante de você. Você tem escutado muitas vezes a voz de Deus. Não endureça o seu coração.
Deus feriu Jacó para não perdê-lo para sempre
Deus deixou Jacó aleijado para que ele não fosse condenado por toda a eternidade. Deus foi às últimas consequências para salvar Jacó. Deus empregou um método radical. Quem não vem por amor, vem pela dor. A vocação de Deus é irrevogável e sua graça irresistível. Deus empregará todos os meios para salvar você. Se preciso for, ele tocará em seu corpo, em seus bens, para que você se quebrante, para que você se humilhe. A voz de Deus é tremenda. Ela despede chamas de fogo. Ela faz tremer o deserto. Ela despedaça os cedros do Líbano, ela quebra as nossas resistências. Deus, às vezes, usa uma enfermidade, um acidente, uma perda significativa. Deus, porém, jamais desiste de salvar aqueles a quem ele escolheu desde a eternidade.
Fonte: Hernandes Dias Lopes

 

sábado, 24 de novembro de 2012

Teste de visão


“Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos, não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; 20 o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1.15-23).

Leiamos novamente os versículos 17-19, com a seguinte pergunta: Consigo aprovação nesse teste?
- “...para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do vosso chamamento, qual a riqueza da glória da vossa herança e qual a suprema grandeza do vosso poder para com vocês que creem, segundo a eficácia da força do vosso poder...”

É este o texto exato de Efésios 1.17-19? Não! Os versículos corretos são:
- “17 para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, 18 iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos 19 e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder...”

Talvez você também já tenha observado isso, seja na vida pessoal ou na vida de outros. Eu fico admirado com isso e também assustado: há tantos cristãos que se esforçam sinceramente para mudar de modos. Eles clamam e oram por renovação espiritual, por uma profunda santificação. Pretendem viver com desprendimento e dedicação, com frequência tomam novos propósitos e se esforçam. No entanto, passam-se décadas e nada acontece de melhor, antes pode ter ficado pior. Eles continuam sendo melindrosos, acusadores e não conseguem perdoar. São constantemente dominados pela inveja e ciúmes e travam uma luta desesperada contra sua velha vida. Qual poderia ser a causa disso? Creio que há 3 razões:

1. O alvo da pessoa está correto, mas o caminho para chegar lá é o errado;
2. Contam demais com suas próprias capacidades e esperam muito pouco do Espírito Santo;
3. Se preocupam mais com o que eles precisam fazer para “se tornar” e muito pouco com o que eles têm para “ser”.
Muitos cristãos vivem de tal maneira, como se tudo dependesse primeiramente deles mesmos: sua vocação, sua herança, suas forças, poder e energia. Essas pessoas vivem em constante batalha consigo mesmas, mas elas consideram isso como batalha da fé. Que engano fatal! Não se trata, primeiramente, de nós mesmos, mas da vocação por Deus, Sua herança e a ação do poder da força que vem dEle e age na vida do crente. Paulo esclarece isso nos primeiros três capítulos da carta aos Efésios. Somente depois disso ele segue, nos outros 3 capítulos, com as exortações para aplicarmos esse conhecimento na prática. Deus não espera nada de nós se ele não tiver concedido a força para isso, anteriormente! Talvez você se sinta impotente porque está tentando agir com a própria força?

Durante a implantação da linha férrea nas proximidades de Glattal, pudemos observar como os enormes pilares metálicos eram cravados no solo, fazendo com que toda a região tremesse e vibrasse. Que tipo de organização seria essa construtora se ela, simplesmente, dissesse aos seus operários: “Cravem essas colunas, façam de qualquer jeito, mas façam!”, sem, no entanto, providenciar os equipamentos necessários? O chefe da obra, porém, providenciou o guindaste com os acessórios especiais para o estaqueamento correto das colunas. O que teria sido, se os operários não utilizassem o guindaste e cavassem um buraco com uma pá para enterrar as colunas? É desse modo que nós também agimos, muitas vezes!

A ótica espiritual

“Ótica” também é denominada como “teoria da luz”. Entre outras coisas, estuda-se a origem, a propagação e a percepção da luz. Paulo se refere à ótica espiritual, quando diz:
- “...iluminados os olhos do vosso coração...” (Ef 1.18).
- “...e esclarecer a todos a administração deste mistério...” (Ef 3.9 – NVI).
Trata-se de entender algo e receber a luz sobre isso, isto é, o entendimento do poder de Deus e suas ações redentoras. Pois, se não entendermos o que Paulo escreveu, também não teremos condições de aplicá-lo. Assim, se não conseguirmos empregá-lo, não conseguiremos avançar. Vejamos três pontos a respeito:
1. Conhecer melhor a Deus
- “...vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele” (Ef 1.17).
- “...vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação...” (ACF).
Quanto mais profunda e íntima for a comunhão com uma pessoa, mais determinante isso será sobre o nosso pensar e nosso agir.

Alguns acham que precisamos apenas ter mais autoconhecimento. Não! Precisamos primordialmente mais conhecimento de Deus. Quanto melhor conhecermos a Deus, quanto mais nos observarmos à Sua luz tanto mais alcançamos em autoconhecimento e reconhecimento de nossos pecados. É terrível quando pessoas não têm consciência do pecado, pois isso é um sinal de que ainda não reconheceram a Deus.
Alguns acham que precisamos apenas ter mais autoconhecimento. Não! Precisamos primordialmente mais conhecimento de Deus.

Qual é o máximo e mais profundo conhecimento de Deus que podemos alcançar? É o conhecimento de Cristo. Este é, pois, o que importa. Alguém, certa vez, disse: “Não podemos estar mais próximos de Deus do que quando estamos nEle”. Deveríamos ser capazes de poder “18 ...compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.18-19). Qual é a definição mais concisa de um cristão? “Em Cristo”, é a resposta. Verifiquei, na carta aos Efésios, quantas vezes aparecem as expressões, como: “em Cristo”, “nEle”, “por Jesus”, “com Cristo” e outras semelhantes: 35 vezes. Jesus é o centro e o Mediador de qualquer relacionamento com Deus, Ele é o acesso ao Pai. “Em Cristo”, “Cristo em você”, “se alguém está em Cristo...”, “os mortos em Cristo”, “os que dormiram em Cristo, etc.

2. Os olhos iluminados para o vosso chamamento

- “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação...” (Ef 1.18 – ACF).
O que é a vocação de Deus? Afinal, ela existe? Sim! A carta aos Efésios nos dá alguns pontos de referência:
2.1. Deus nos chamou à filiação; Ele quer que sejamos Seus filhos.
- “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.5).
Também você não deve se contentar em ser apenas uma pessoa religiosa, apenas um cristão tradicional. Deus quer ter você como Seu filho ou filha, Ele que ser seu pai.
2.2. Devemos viver para o louvor da Sua glória.
- “a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo” (Ef 1.12).
Nossa vida deve estar inteiramente à Sua disposição para o Seu louvor – este é o chamado de Deus.
2.3. Pelo chamado de Deus nos tornamos Sua propriedade.
- “13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.13-14).
Um selo é um sinal de reconhecimento e de propriedade, bem como um sinal de segurança e de autenticidade. O selo, além disso, também é um penhor, um pagamento. Ninguém, nem nada consegue tirar das mãos de Deus aquilo que é Sua propriedade.
2.4. Pelo chamado de Deus a Igreja se tornou Seu corpo.
- “22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1.22-23).
2.5. Somos Sua obra, feita para Ele.
- “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).
2.6. Por Seu intermédio Ele transformou judeus e gentios em novas pessoas.
- “aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz” (Ef 2.15).
2.7. Jesus mesmo nos reconciliou com Ele.
Agora, os antigos inimigos de Deus não são mais inimigos dEle.
- “...e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade” (Ef 2.16).
Muitas vezes andamos tão abatidos e desanimados nesse mundo por sermos tão míopes em relação à riqueza da glória da Sua herança.

3. Os olhos iluminados para a riqueza da herança

- “...qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18).
Muitas vezes andamos tão abatidos e desanimados nesse mundo por sermos tão míopes em relação à riqueza da glória da Sua herança. A carta aos Efésios, no entanto, nos alerta novamente para esta riqueza:
- “...a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.7).
- “...a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18).
- “...a suprema riqueza da sua graça...” (Ef 2.7).
- “Mas Deus, sendo rico em misericórdia...” (Ef 2.4).
- “...pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3.8).
- “...segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder...” (Ef 3.16).
O que vem a ser a riqueza da glória da sua herança nos santos? A herança é a transferência dos bens de uma pessoa para o seu herdeiro. Deus nos concede a participação naquilo que é Seu. Sua herança em nós! Para isso foi que Jesus morreu! Sua herança nos santos é o futuro interminável que dirige nossos olhos, muito além das coisas terrenas, para a eternidade. Isso nos dá um vislumbre sobre a nossa vocação eterna para a qual fomos chamados por Deus.

Eis a história de uma garotinha, cega de nascença. Nunca teve a oportunidade de ver as belezas desse mundo, como, por exemplo, as cores e formas que a natureza apresenta. Inúmeras vezes, com todo amor e carinho, a mamãe tentava descrever as coisas lindas do mundo para ela. Certo dia surgiu a oportunidade de realizar uma cirurgia nos olhos da garota. O procedimento foi bem sucedido. Chegou o momento de tirar as vendas dos olhos e ela, então, poderia finalmente ver sua mãe pela primeira vez. Ela correu para a janela e viu a imensa beleza do mundo. Depois de apreciar a imponente paisagem por alguns instantes, ela correu de volta para sua mãe, exclamando: “Mamãe, por que a senhora não me disse antes que isso tudo é tão maravilhoso!” A mamãe, secando suas lágrimas, respondeu: “Minha querida! Eu tentei descrever tudo, mas você não era capaz de entendê-lo!”
São poucos os cristãos que têm a visão da herança no Céu. As coisas para o corpo e as da terra são o mais importante e o principal para nós. Para a Bíblia, porém, as coisas celestiais e o futuro corpo espiritual são preponderantes. Somos abençoados “...com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Ef. 1.3 – NVI)!

4. Os olhos iluminados para a grandeza do Seu poder

- “e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Ef 1.19).
O importante é a força do Seu poder em nós e não nossos esforços para Ele. A mesma observação, lemos em Efésios 6.10 em relação à nossa batalha contra “principados e potestades”:
- “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder”.
Afinal, que poder é esse com o qual Deus age em nós, age através de nós, que nos carrega e conduz para o alvo da vocação de nossa herança e que deve nortear nossa vida, diariamente? Encontramos a resposta em Efésios 1.20:
É o poder “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais”.

A força e o poder de Deus que age em nós, assim, é a “suprema grandeza do seu poder”, pois é a mesma que ressuscitou a Jesus dentre os mortos. Não é “apenas” o poder do Criador, mas é o poder da ressurreição de Jesus!
- Foi esse poder que Deus empregou para a nossa redenção;
- Através desse poder somos preservados para a vocação e para a herança;
- Através desse poder seremos glorificado no Corpo de Cristo.
- “... acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. 22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1.21-23).

Superlativos
São poucos os cristãos que têm a visão da herança no Céu.
Devido ao imenso poder da ressurreição de Jesus, Paulo o descreve empregando superlativos, na carta aos Efésios:
- “7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, 8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência” (Ef 1.7-8). [ênfase acrescentada].
- “e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Ef 1.19).
Paulo não menciona “poder” nem “grande poder”, mas “suprema grandeza do seu poder”.
- “muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa mencionar” (Ef 1.21 – NVI).
Não apenas “acima”, mas “muito acima”.
- “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou” (Ef 2.4).
Não apenas fala no “amor”, mas no “grande amor”.
- “para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus” (Ef 2.7).
Não apenas consta “riqueza”, mas “suprema riqueza”.
- “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3.8).
Não descreve somente como “riquezas”, mas “insondáveis riquezas”.
- “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Ef 3.20).
Não lemos apenas que é poderoso “para fazer” ou “para fazer mais” ou “para fazer muito mais”, mas “para fazer infinitamente mais”.
Somente após ter colocado tudo claramente, Paulo coloca um “Amém” e então faz algumas exortações:
- “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4.1).
Qual é a condição para ter essas experiências? Como tenho acesso a essas maravilhas? Através da fé!
- “[para saberdes] ...qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Ef 1.19).
- “pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele” (Ef 3.12).
Através da fé temos acesso a esses tesouros da mudança, ao poder de Deus! Esta é a chave. Que o Senhor lhe conceda o entendimento e que você empregue isso na prática diária! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

domingo, 18 de novembro de 2012

Adultério

Várias pesquisas realizadas no Brasil indicam que a grande maioria dos homens e 50 a 60% das mulheres têm praticado ou praticam o adultério ou, como se diz na linguagem mais em uso, “transam” com pessoas que não são sua esposa ou seu marido. Com a ênfase dada ao sexo na TV, no cinema, na literatura, e até nas instituições de ensino, chegando ao extremo da obsessão, não é de se admirar que o homem secular, sem a convicção espiritual e os princípios da Palavra de Deus, caia nesse pecado.
O crente em Cristo, porém, não cai nesse pecado. Ele entra nele aos pouquinhos. Isso porque não observa a sinalização que o adverte do perigo. Faz vista grossa a esses sinais porque, embora não deseje precipitar-se no abismo da desgraça da imoralidade, quer sentir pelo menos um pouco a gostosura dos seus prazeres. Assim, avançando sinal após sinal, deixa a vida pegar embalo no caminho errado até ao ponto de não conseguir mais fazer a manobra de frear para evitar o desastre. Diz, então, que “caiu no pecado”, quando este, de fato, há tempo já estava no seu caminho.
O primeiro sinal é falta de carinho e afeto na conversa e relacionamento cotidianos com o cônjuge. A comunicação começa a limitar-se a frases como: “Tive um péssimo dia no escritório hoje”; “Já pagou a conta do dentista?”, ou, pior ainda: “Você já gastou todo o dinheiro que lhe dei no mês passado?”; “Se você não comprar logo uma geladeira nova, eu simplesmente vou parar de cozinhar”.
Quando você percebe que é difícil conversar com sua esposa ou seu marido com aquela linguagem carinhosa que usava durante o namoro, tome cuidado – é um dos primeiros sinais de perigo.
Perto desse sinal vem outro: a falta de conversa sobre assuntos espirituais, a leitura da Bíblia em conjunto e a oração com a esposa. Quando essas coisas não fazem parte da vida conjugal, é um sinal de alerta. Prosseguindo nesse caminho pode haver adultério mais adiante.
Há mais sinais. Quando você começa a compartilhar os problemas de relacionamento no lar com algum amigo ou amiga do sexo oposto, você está aproximando-se mais do perigo. Freqüentemente essa outra pessoa tem problemas também, e está disposta a ouvir, a conversar e demonstrar simpatia, o que gera ainda mais intimidade.
Não demora muito para que aconteça o “toque inocente”. O patrão põe a mão no ombro da sua secretária ao pedir que ela digite uma carta; ela encosta seu corpo ligeiramente no dele ao entregar a carta pronta, depois um abraço fraternal, um beijinho no rosto. Você argumenta que não há nada de errado nisso, que é apenas amizade.
 
Quando você percebe que é difícil conversar com sua esposa ou seu marido com aquela linguagem carinhosa que usava durante o namoro, tome cuidado.
Aos poucos vocês estão gastando mais tempo juntos. “Acontece” que saem para o almoço na mesma hora e “por que não almoçarem juntos”? Ela precisa pegar o metrô para ir para casa; “por que não levá-la no seu carro?” Você precisa trabalhar duas horas extras para terminar o projeto, e ela, sendo boa amiga, fica também para ajudar. Se parar um pouco para pensar, você perceberá que tem prazer na companhia dela ou dele. Não, vocês não estão dormindo juntos mas estão em grande perigo. Nessa altura, o sinal é um luminoso vermelho piscando a todo vapor.
Se você não retroceder, haverá um envolvimento emocional que provavelmente o arrastará para a fossa fatal do adultério. E com amargura de coração você dirá – “Caí no pecado”. Não, você não caiu... você entrou nele aos pouquinhos.
O pastor Charles Mylander, num artigo publicado no periódico “Moody Monthly”, sugere três áreas onde é preciso aumentar o controle para evitar ser arrastado ao pecado do adultério:

Primeiro: Controle da mente

Adultério, como a maioria dos pecados, começa na mente. O crente em Cristo precisa levar “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5). O apóstolo Paulo exorta o cristão a uma transformação “pela renovação da... mente” (Rm 12.2), e Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, disse: “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28).
A porta principal da mente são os olhos. E nessa área de imoralidade o homem, muito mais que a mulher, precisa desenvolver o controle a fim de ter uma mente pura. O homem que permite aos seus olhos o prazer de assistir aos programas de TV que apelam para sexo a fim de obter mais IBOPE (e são muitos); que toma tempo para folhear revistas como “Playboy”, que deixa seus olhos analisarem o corpo das mulheres para uma avaliação sexual, logo vai perder a primeira batalha contra a tentação. Sua mente vai QUERER o adultério, e este querer só espera a oportunidade para se realizar com a experiência.
A mulher também precisa praticar o controle. Talvez mais na maneira de vestir-se do que pelo olhar. É interessante que a Bíblia exorta a mulher a vestir-se com modéstia, bom senso, etc., e não o homem, isso porque a mulher não é tão facilmente levada à tentação sexual pelos olhos como o homem. Mas a mulher que é indiscreta na maneira de vestir-se, sem dúvida, é cúmplice do diabo na tentação ao homem. A admoestação da Bíblia de “glorificar a Deus no vosso corpo” (1 Co 6.20), com toda a certeza inclui o cuidado que cada mulher precisa ter em não provocar a concupiscência, revelando a beleza do seu corpo, seja por falta de roupa adequada ou pelo uso de roupa colante. Argumentar que “está na moda” não mudará em nada a opinião do Autor das Sagradas Escrituras.

Segundo: Controle de palavras 

A porta principal da mente são os olhos. E nessa área de imoralidade o homem, muito mais que a mulher, precisa desenvolver o controle a fim de ter uma mente pura.

O homem casado, ou a mulher casada, jamais devem usar as palavras carinhosas de amor no trato com outras pessoas além do cônjuge. Nunca compartilhe problemas de casa com amigos do sexo oposto. E não procure conselho com alguém que tenha seus próprios problemas. Quem é perdedor dificilmente ajudará outro a ganhar. Ao encontrar problemas sem solução, procure conselho com alguém que descobriu a fórmula para constituir uma família feliz e vive essa felicidade no lar. Muitos adultérios tiveram o seu início na intimidade da “sala de aconselhamento”.

Terceiro: Controle de toque

Homens, não ponham suas mãos noutra mulher a não ser a sua própria esposa. E, mulheres, não conversem com o homem em “Braille”. O prazer da intimidade física é algo que Deus reservou para a santidade do casamento. Sexo antes ou fora do casamento sempre contamina o sexo no casamento, e o contato físico é um prazer que leva à consumação do desejo dessa intimidade. É preciso avaliar sinceramente se os abraços e beijos que damos e recebemos são uma expressão de estima recíproca ou um prazer “inocente” que podemos desfrutar sem compromisso. Deus reconhece o nosso desejo de intimidade, mas não aprova tal intimidade fora do casamento. “Por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Co 7.2).
O conselho de Salomão ainda é válido: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço... alegra-te com a mulher da tua mocidade... e embriaga-te sempre com as suas carícias... O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Pv 5.15,18-19; 6.32). (Haroldo Reimer - http://www.chamada.com.br)